08
Out 10

O Nobel da Paz 2010 foi entregue ao dissidente político chinês Liu Xiaobo, um intelectual que luta pelos direitos humanos na China e que, actualmente, cumpre uma pena de prisão de onze anos por "incitar a subversão do poder do Estado chinês".

«Liu Xiaobo foi distinguido pela sua luta longa e não violenta pelos direitos fundamentais da China», disse o Comité Nobel norueguês, composto por cinco pessoas escolhidas pelo parlamento daquele país.

Liu Xiaobo, condenado a onze anos de prisão, foi logo apontado como um dos favoritos ao Prémio Nobel de Paz pelo canal norueguês TV2, que no ano passado previu a escolha de Barack Obama.

A escolha do Comité Nobel poderá provocar a ira de Pequim, que já advertiu que a decisão representaria um "gesto hostil", susceptível de afectar as relações entre a China e a Noruega.

Xiaobo, ex-figura do movimento de estudantes que se manifestaram na Praça de Tiananmen em 1989 - protesto que acabou com uma intervenção militar que provocou centenas de mortes - é um intelectual chinês que luta pelos direitos humanos na China.

O activista dos direitos humanos foi detido em Dezembro de 2008, dias após a divulgação do "Charter 08", um manifesto escrito por vários activistas chineses, incluindo o próprio Xiaobo, para promover reformas políticas e democratizar a República Popular da China.

Acusado oficialmente em Junho de 2009, Liu Xiaobo cumpre uma pena de prisão de onze anos por "incitar a subversão do poder do Estado chinês" .

r às 10:55

07
Out 10

 

 

A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura ao escritor peruano Mario Vargas Llosa.

 

Autor de obras como "Conversa na Catedral", "Pantaleão e as visitadoras", "A festa do bode" e "Travessuras da menina má", Llosa, de 74 anos, foi o vencedor do Prémio Cervantes, o mais importante da literatura em língua espanhola, em 1994. Isto para além de outras distinções de que foi alvo ao longo da sua carreira.

 

O escritor peruano foi distinguido por uma escrita que faz a "cartografia das estruturas do poder", justificou hoje a Academia Sueca. O organismo elogiou ainda um autor cuja obra revela "imagens mordazes da resistência, revolta e dos fracassos do indivíduo".

 

É a 11.ª vez que o Nobel da Literatura é atribuído a um autor em língua espanhola, com Vargas Llosa a juntar-se a uma galeria de laureados como Camilo Jose Cela (1989), Gabriel Garcia Marquez (1982), Pablo Neruda (1971) e Gabriela Mistral (1945).

 

 

"É um grande escritor sul-americano (...) realmente um autor de romances que nos marcaram a todos nós", declarou, dando como exemplo as obras "Conversa na Catedral" (1969) e "A Festa do Chibo" (2000), que considerou "um livro extraordinário".

 

Mário Soares disse ainda que Vargas Llosa "merece o Nobel da Literatura".

 

"Conheço-o muito bem. Encontrei-o várias vezes, em diversas circunstâncias. Tenho por ele muita estima, respeito e admiração", comentou ainda o ex-Chefe de Estado.

 

Por outro lado, fez questão de recordar o activismo político do autor de origem peruana que se deslocou para Espanha e pediu a nacionalidade daquele país ibérico na sequência da contestação ao regime de Alberto Fujimori.

 

"Foi candidato à presidência no Peru em circunstâncias difíceis. Não ganhou, mas foi um acto de coragem política importante", sublinhou Mário Soares.

r às 16:31

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