06
Nov 12

 

Em 1953, a Alemanha de Konrad Adenauer entrou em default, falência, ou seja, ficou sem dinheiro para fazer mover a atividade económica do país - tal qual como a Grécia atualmente.


A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street.


O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela França e pelo Reino Unido. Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós-guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.


O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia.


As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial.


Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.
Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida.


Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.


Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros.
Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega e a pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação.
As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38 960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.


Qual foi a reação da direita parlamentar alemã aos atuais problemas financeiros da Grécia?


Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objetos de arte para reduzir a sua dívida.
Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel.
Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota.
"Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores", disseram ao jornal "Bild".


Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.
 
O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à "Spiegel" que a Alemanha foi o pior país devedor do século XX.


O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante.


"No século XX, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória", afirmou.


"Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injetaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido", sublinha Ritsch.


O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas.


A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países.


Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve atualmente...

 

recebido por email.

r às 12:30

10
Fev 12

 

 
A imagem vencedora do mais conceituado prémio de fotojornalismo do mundo foi capturada pela mão do espanhol Samuel Aranda, durante os confrontos entre civis iemenitas e as forças do governo autocrático de Ali Abdullah Saleh.

 

Datada de 15 de Outubro, a fotografia foi tirada numa mesquita de Sanaa, capital do Iémen, que na altura fazia a vez de um hospital no acolhimento aos milhares de feridos dos confrontos políticos.

 

Ao retratar uma mulher vestida de negro a segurar nos braços um ente querido do sexo masculino, a imagem espelha o sentimento geral que cercou as revoltas árabes do último ano.

r às 15:37

27
Nov 10

 

 

A Coreia do Norte considerou que os exercícios navais anunciados pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul no Mar Amarelo podem ser a gota de água no conflito com Pyongyang, que se arrasta desde terça-feira. Apesar de este tipo de avisos não ser novidade, a tensão que a península vive nos últimos dias leva a temer o pior.

"A situação na península coreana aproxima-se do estalar da guerra, devido ao plano insensato destes elementos de gatilho fácil que levam a cabo exercícios de guerra, dirigidos contra o Norte", disse a KCNA, agência oficial de Pyongyang, acrescentando que "a Coreia do Norte está preparada para dar uma chuva de fogo espantosa e voar para o lado dos inimigos se estes se atreverem a usurpar novamente a dignidade e a soberania, por mínima que seja essa tentativa".

r às 23:19

23
Nov 10

 

 

As desavindas Coreia do Norte e Coreia do Sul trocaram esta manhã centenas de tiros de artilharia junto a uma das ilhas de fronteira entre os dois países, tendo causado a morte a pelo menos dois marinheiros sul-coreanos, no mais grave incidente desde o fim da guerra das Coreias.

 

O Governo de Seul informou que disparou em resposta a um ataque da vizinha Coreia do Norte, que terá lançado quase duas centenas de obuses sobre Yeonpyeong, ilha a ocidente da península coreana, no Mar Amarelo. É registada a morte de pelo menos dois marinheiros sul-coreanos, enquanto três outros e ainda uma dezena de civis ficaram feridos.

Os disparos da Coreia do Norte começaram pelas 14h34 (hora local, 5h34 em Portugal), alguns caindo nas águas e outros em terra, precisou porta-voz da chefia de estado maior sul-coreana, coronel Lee Bung-woo. A Coreia do Sul "respondeu imediatamente", disparando cerca de 80 obuses "em legítima defesa", avançou a mesma fonte.

r às 10:51

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