03
Mar 09

 

Uma foto realmente impressionante. Vejam o que os americanos conseguiram: Uma fotografia de 1474 (mil quatrocentos e setenta e quatro ) mega pixels na posse do Presidente Obama!!! Experimentem fazer zoom na multidão e na bandeira no Capitólio.
 
Consegue ver-se com nitidez o rosto de cada pessoa que foi à comemoração.
 
NÃO DEIXEM DE VER!!!
 
 Para ver a foto clique no seguinte link:  
http://gigapan.org/viewGigapanFullscreen.php?auth=033ef14483ee899496648c2b4b06233c
 
r às 15:02

21
Jan 09

Caros concidadãos:

Apresento-me hoje aqui sentindo-me humilde perante a tarefa que nos aguarda, grato pela confiança que depositaram em nós, consciente dos sacrifícios por que passaram os nossos antecessores. Agradeço ao Presidente Bush pelos serviços prestados ao nosso país, bem como pela generosidade e cooperação que deu provas durante este período de transição.

 

Quarenta e quatro presidentes americanos prestaram até hoje o juramento presidencial. As suas palavras foram proferidas em tempos grandiosos de prosperidade e períodos tranquilos de paz. Contudo, houve também ocasiões em que o juramento foi prestado entre nuvens que se avolumavam e tempestades violentas. Nesses momentos, a América prosseguiu o seu caminho não apenas devido à capacidade e visão dos que ocuparam este alto cargo, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais dos nossos antepassados e aos nossos documentos fundadores.

 

Assim foi. E assim será com esta geração de americanos.

 

Que estamos a braços com uma crise já todos compreenderam. O nosso país está em guerra contra uma rede poderosa de violência e ódio. A nossa economia está enfraquecida, uma consequência da ganância e irresponsabilidade por parte de alguns, mas também da nossa incapacidade colectiva de fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era.

 

Perderam-se casas, extinguiram-se empregos, fecharam-se empresas. O nosso sistema de saúde é demasiado oneroso; as nossas escolas reprovam demasiado; e cada dia traz mais provas de que as formas como utilizamos a energia reforçam os nossos adversários e ameaçam o nosso planeta.


São estes os indicadores da crise, objecto de dados e números estatísticos. Menos mensurável mas não menos profunda é a diminuição da confiança em todo o país - um receio perturbante de que o declínio da América é inevitável e de que a próxima geração tem de reduzir as suas ambições.


Hoje digo-vos que os desafios que defrontamos são reais. São graves e são muitos. Não terão resposta fácil nem num curto espaço de tempo. Mas que todos fiquem sabendo: terão resposta.

 

Neste dia, reunimo-nos aqui porque escolhemos a esperança em vez do medo, a unidade de objectivos em vez do conflito e da discórdia.
Neste dia, viemos proclamar o fim de querelas mesquinhas e falsas promessas, das recriminações e dos dogmas gastos que durante demasiado tempo sufocaram a nossa política.

 

Continuamos a ser uma nação jovem, mas nas palavras das Escrituras, chegou o momento de pôr de parte as infantilidades. Chegou o momento de reiterar a firmeza do nosso espírito; de escolher o melhor da nossa história; de levar por diante essa dádiva preciosa, essa ideia nobre passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem a oportunidade de lutar pela sua quota-parte de felicidade.

 

Ao reafirmar a grandeza da nossa nação, compreendemos que essa grandeza nunca é um dado adquirido. Tem de ser conquistada. A nossa jornada nunca foi feita por atalhos nem se contentou com pouco. Não foi um caminho trilhado por cobardes - por aqueles que preferem o lazer ao trabalho ou que procuram apenas os prazeres da riqueza e da fama. Foi antes trilhado por aqueles que aceitam os riscos, os executores, os que fazem - alguns célebres, mas na maior parte das vezes homens e mulheres que trabalharam na obscuridade - e que nos conduziram por um caminho longo e difícil até à prosperidade e à liberdade.

 

Por nós, embrulharam os seus poucos haveres e atravessaram os mares à procura de uma vida nova.
Por nós, trabalharam duramente em oficinas e colonizaram o Oeste; sofreram chicotadas e lavraram a terra dura.
Por nós lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg; Normandia e Khe Sahn.

 

Vezes sem conta, estes homens e mulheres lutaram e sacrificaram-se, e trabalharam até que as mãos sangrassem para que nós pudéssemos ter uma vida melhor. Viram a América como sendo maior do que a soma das nossas ambições individuais; maior do que todas as diferenças de nascimento, riqueza ou facção.

 

É este caminho que prosseguimos hoje. Continuamos a ser a nação mais próspera e mais poderosa da Terra. Os nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando a crise começou. A nossa mente não é menos criativa, os nossos bens e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada, no mês passado ou no ano passado.

 

A nossa capacidade não foi diminuída. Mas o nosso tempo de imobilismo, de proteger interesses mesquinhos e de adiar decisões desagradáveis - esse tempo passou definitivamente. A partir de hoje, temos de nos levantar, sacudir a poeira e recomeçar a tarefa de refazer a América.

 

Porque para qualquer lado que olharmos, há trabalho que tem que ser feito. O estado da nossa economia exige acção, ousada e rápida, e nós agiremos - não apenas para criar novos empregos mas para lançar as novas fundações do crescimento. Construiremos as estradas e as pontes, as redes eléctricas e os circuitos digitais que alimentam o nosso comércio e que nos ligam uns aos outros. Devolveremos à ciência o lugar a que tem direito e utilizaremos com eficácia as maravilhas da tecnologia para aumentar a qualidade dos cuidados de saúde e reduzir os seus custos.

 

Aproveitaremos o sol, os ventos e a terra para alimentar os nossos carros e fazer funcionar as nossas fábricas. E transformaremos as nossas escolas e universidades para responderem às exigências de uma nova era. Tudo isto sabemos fazer. E tudo isto faremos.

 

Agora, há quem ponha em dúvida a escala das nossas ambições - quem insinue que o nosso sistema não pode permitir muitos e grandes planos. Têm a memória curta. Porque se esqueceram do que este país já realizou; do que homens e mulheres livres podem alcançar quando conjugam a imaginação e o objectivo comum, a necessidade e a coragem.

 

O que os descrentes não conseguem compreender é que o chão mudou debaixo dos seus pés - que os velhos argumentos políticos que nos consumiram durante tanto tempo já não se aplicam. A pergunta que hoje fazemos não é se o nosso governo é demasiado grande ou pequeno, mas se funciona - se ajuda as famílias a encontrar empregos e um salário decente, serviços que possam custear, uma reforma digna.

Se a resposta for sim, tencionamos seguir em frente. Se a resposta for não, os programas serão terminados. E aqueles de nós que administram os dinheiros públicos serão responsabilizados - para gastarem com sensatez, reformarem velhos hábitos e gerirem os nossos interesses com transparência - porque só então poderemos restaurar a confiança indispensável entre um povo e o seu governo.

 

Também a pergunta que se coloca não é se o mercado é uma força do bem ou do mal. O seu poder para gerar riqueza e difundir a liberdade não tem paralelo, mas esta crise lembrou-nos que sem um olhar vigilante, o mercado pode descontrolar-se - e que um país não pode prosperar durante muito tempo quando favorece apenas os mais prósperos. O sucesso da nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho do nosso produto interno bruto, mas da abrangência da nossa prosperidade; da nossa capacidade para dar oportunidades a cada alma de boa vontade - não por caridade, mas porque é o caminho mais seguro para o nosso bem comum.

 

Quanto à nossa defesa comum, rejeitamos como uma falsidade a escolha entre a nossa segurança e os nossos ideais. Os nossos Pais Fundadores, confrontados com perigos que mal podemos imaginar, delinearam uma carta para assegurar o estado de direito e os direitos humanos, uma carta reclamada pelo sangue de gerações. Esses ideais continuam a iluminar o mundo e não desistiremos deles em nome da conveniência.

 

E portanto, a todos os povos e governos que nos estão hoje a ver, desde as grandes capitais à pequena aldeia onde o meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de todas as nações e de todos os homens, mulheres e crianças que procuram um futuro de paz e dignidade, e que estamos preparados para liderar uma vez mais.

 

Recordem que gerações anteriores defrontaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças resolutas e convicções duradouras. Compreenderam que o nosso poder não consegue por si só proteger-nos nem nos confere o direito de fazer o que nos agrada. Pelo contrário, perceberam que o nosso poder aumenta com o seu uso prudente; que a nossa segurança emana da justeza da nossa causa, da força do nosso exemplo, de qualidades como a humildade e a moderação.

 

Somos os guardiães desse legado. Guiados por estes princípios uma vez mais, podemos estar à altura dessas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior - e mesmo maior cooperação e compreensão entre nações. Vamos começar a deixar responsavelmente o Iraque ao seu povo, e a planear uma paz bem merecida no Afeganistão. Com velhos amigos e antigos inimigos, trabalharemos sem descanso para diminuir a ameaça nuclear e repelir o espectro do aquecimento do planeta.

 

Não pediremos desculpa pelo nosso modo de vida nem hesitaremos na sua defesa, e para aqueles que procuram impor os seus objectivos induzindo o terror e massacrando inocentes, dizemos-lhes que o nosso espírito é mais forte e não pode ser dominado; não nos podem vencer pelo cansaço e nós derrotá-los-emos.

 

Porque sabemos que o nosso património feito de muitos retalhos é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, de judeus e hindus - e de não crentes. Somos formados por todas as línguas e culturas, atraídas de todos os cantos da Terra; e porque experimentámos o travo amargo da guerra civil e da segregação e emergimos desse escuro capítulo mais fortes e mais unidos, só podemos acreditar que os velhos ódios passarão um dia; que as linhas de divisão se dissolverão em breve; que à medida que o mundo se torna mais pequeno, a nossa humanidade comum se revelará; e que a América tem de desempenhar o seu papel de condutora para uma nova era de paz.

 

Ao mundo muçulmano, procuramos um novo caminho baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Aos líderes por esse mundo fora que procuram semear o conflito ou lançar as culpas dos males da sua sociedade ao Ocidente: saibam que o vosso povo vos julgará por aquilo que conseguirem construir, não pelo que destruírem. Para aqueles que se agarram ao poder através da corrupção, da falsidade e do silenciamento da oposição, saibam que estão do lado errado da história; mas que nós vos estenderemos a mão se estiverem dispostos a abdicar.

 

Aos povos das nações pobres, prometemos trabalhar convosco para que as vossas terras floresçam e para que haja água potável; para dar de comer a corpos esfomeados e alimentar espíritos sedentos. E aos países que como o nosso gozam de uma relativa abundância, dizemos que já não podemos suportar a indiferença perante o sofrimento fora das nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos mundiais sem ter em conta o seu efeito. Porque o mundo mudou e nós temos de mudar com ele.

 

Ao olharmos o caminho que se estende diante de nós, recordamos com humilde gratidão esses bravos americanos que neste mesmo momento patrulham desertos remotos e montanhas distantes. Eles têm algo a dizer-nos hoje, tal como os heróis caídos que jazem em Arlington nos segredam através do tempo. Prestamos-lhes homenagem não apenas porque são os guardiães da nossa liberdade, mas porque encarnam o espírito do serviço; uma disposição para encontrar significado em algo maior do que eles próprios.

 

 

E contudo, neste momento - um momento que definirá uma geração - é precisamente este espírito que deverá habitar cada um de nós.

Porque por muito que um governo possa e deva fazer, é afinal da fé e da determinação do povo americano que este país depende. É a generosidade de receber um estranho quando um dique rebenta, o altruísmo de trabalhadores que preferem reduzir o seu horário do que ver um colega perder o seu posto de trabalho, que nos conduzem nas horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro ao abrir caminho por uma escada cheia de fumo, mas também a vontade de um pai para criar um filho, que finalmente decide o nosso destino.

 

Os nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos de que dispomos para os enfrentar podem ser novos. Mas os valores dos quais depende o nosso sucesso - trabalho árduo e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo - são velhos. São verdadeiros. Foram a força tranquila do progresso através da nossa história.

 

O que se exige é então um regresso a essas verdades. O que se exige de nós é uma nova era de responsabilidade - um reconhecimento, por parte de todos os americanos, que temos deveres com nós próprios, com o nosso país e com o mundo; deveres que não aceitamos relutantemente mas que cumprimos com alegria, firmes no conhecimento de que não há nada tão compensador para o espírito, tão definidor do nosso carácter, como nos entregarmos inteiramente a uma tarefa difícil.

 

É este o preço e a promessa da cidadania.


É esta a fonte da nossa confiança - o conhecimento de que Deus nos chama para darmos forma a um destino incerto.
Este é o significado da nossa liberdade e da nossa fé - a razão por que homens, mulheres e crianças de todas as raças e religiões se podem juntar nesta celebração em volta desta magnífica alameda, e por que um homem cujo pai há menos de 60 anos poderia não ter sido servido num restaurante local pode agora estar aqui diante de vós a prestar o juramento mais sagrado.

 

Portanto, marquemos este dia com a recordação do que somos e do longo caminho que percorremos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio, um pequeno grupo de patriotas juntou-se à volta de fogueiras agonizantes nas margens de um rio gelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava tingida de sangue. Num momento em que o resultado da nossa revolução estava mais em dúvida, o pai da nossa pátria ordenou que estas palavras fossem lidas ao povo:
"Que fique dito para o mundo futuro (...) que no Inverno mais profundo, quando nada senão a esperança e a virtude conseguiam sobreviver (...) que a cidade e o país, alarmados por um perigo comum, acorreram para o enfrentar".

 

América. Diante dos nossos perigos comuns, neste Inverno de provação, lembremo-nos destas palavras intemporais. Com esperança e virtude, vamos desafiar uma vez mais as correntes geladas e suportar as tempestades que vierem. Que possa ser dito pelos filhos dos nossos filhos que quando fomos postos à prova, nos recusámos a permitir que esta jornada terminasse, que não virámos as costas nem vacilámos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus, levámos por diante essa grande dádiva da liberdade e a entregámos em segurança às futuras gerações.
( tradução de Aida Macedo, para o expresso)

r às 15:44

11
Nov 08

 EXCELENTE, MERECE SER LIDO!!!!

 

Boa noite, Chicago. Se ainda houver alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que ainda duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta.

É a resposta dada pelas filas de voto que se estendiam em torno de escolas e igrejas em números que esta nação jamais vira, por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitas pela primeira vez na sua vida, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que as suas vozes poderiam fazer essa diferença.

É a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, nativos americanos, homossexuais, heterossexuais, pessoas com deficiências e pessoas saudáveis. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo, a de que nunca fomos apenas um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e azuis.

Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América.

É a resposta que levou aqueles, a quem foi dito durante tanto tempo e por tantos para serem cínicos, temerosos e hesitantes quanto àquilo que podemos alcançar, a porem as suas mãos no arco da História e a dobrá-lo uma vez mais em direcção à esperança num novo dia.

Há muito que isto se anunciava mas esta noite, devido àquilo que fizemos neste dia, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança chegou à América.

Há pouco recebi um telefonema extraordinariamente amável do Senador McCain.

O Senador McCain lutou longa e arduamente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e arduamente pelo país que ama. Fez sacrifícios pela América que muitos de nós não conseguimos sequer imaginar. Estamos hoje melhor devido aos serviços prestados por este líder corajoso e altruísta.

Felicito-o e felicito a governadora Palin por tudo aquilo que alcançaram. Espero vir a trabalhar com eles para renovar a promessa desta nação nos próximos meses.

Quero agradecer ao meu parceiro neste percurso, um homem que fez campanha com o seu coração e falou pelos homens e mulheres que cresceram com ele nas ruas de Scranton e viajaram com ele no comboio para Delaware, o vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

E eu não estaria aqui hoje sem o inabalável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a pedra angular da nossa família, o amor da minha vida, a próxima Primeira Dama do país, Michelle Obama.

Sasha e Malia, amo-vos mais do que poderão imaginar. E merecem o novo cachorro que virá connosco para a nova Casa Branca.

E embora ela já não esteja entre nós, sei que a minha avó está a observar-me, juntamente com a família que fez de mim aquilo que sou. Tenho saudades deles esta noite. Reconheço que a minha dívida para com eles não tem limites.

Para a minha irmã Maya, a minha irmã Alma, todos os meus outros irmãos e irmãs, desejo agradecer-vos todo o apoio que me deram. Estou-vos muito grato.

E ao meu director de campanha, David Plouffe, o discreto herói desta campanha, que, na minha opinião, concebeu a melhor campanha política da história dos Estados Unidos da América.

E ao meu director de estratégia, David Axelrod, que me tem acompanhado em todas as fases do meu percurso.

Para a melhor equipa alguma vez reunida na história da política: tornaram isto possível e estou-vos eternamente gratos por aquilo que sacrificaram para o conseguir.



Mas acima de tudo nunca esquecerei a quem pertence verdadeiramente esta vitória. Ela pertence-vos a vós. Pertence-vos a vós.

Nunca fui o candidato mais provável para este cargo. Não começámos com muito dinheiro nem muitos apoios. A nossa campanha não foi delineada nos salões de Washington. Começou nos pátios de Des Moines, em salas de estar de Concord e nos alpendres de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que, das suas magras economias, retiraram 5 e 10 e 20 dólares para a causa.

Foi sendo fortalecida pelos jovens que rejeitavam o mito da apatia da sua geração e deixaram as suas casas e famílias em troca de empregos que ofereciam pouco dinheiro e ainda menos sono.

Foi sendo fortalecida por pessoas menos jovens, que enfrentaram um frio terrível e um calor sufocante para irem bater às portas de perfeitos estranhos, e pelos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários, se organizaram e provaram que mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desaparecera da Terra.

Esta vitória é vossa.

E sei que não fizeram isto apenas para vencer uma eleição. E sei que não o fizeram por mim.

Fizeram-no porque compreendem a enormidade da tarefa que nos espera. Porque enquanto estamos aqui a comemorar, sabemos que os desafios que o amanhã trará são os maiores da nossa vida – duas guerras, uma planeta ameaçado, a pior crise financeira desde há um século.

Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos corajosos a acordarem nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscarem as suas vidas por nós.

Há mães e pais que se mantêm acordados depois de os seus filhos adormecerem a interrogarem-se sobre como irão amortizar a hipoteca, pagar as contas do médico ou poupar o suficiente para pagar os estudos universitários dos filhos.

Há novas energias para aproveitar, novos empregos para serem criados, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.

O caminho à nossa frente vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo numa legislatura. Mas América, nunca estive tão esperançoso como nesta noite em como chegaremos lá.

Prometo-vos. Nós, enquanto povo, chegaremos lá.

Haverá reveses e falsas partidas. Há muitos que não concordarão com todas as decisões ou políticas que eu tomar como presidente. E sabemos que o governo não consegue solucionar todos os problemas.

Mas serei sempre honesto para convosco sobre os desafios que enfrentarmos. Ouvir-vos-ei, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, pedir-vos-ei que adiram à tarefa de refazer esta nação da única forma como tem sido feita na América desde há 221 anos – pedaço a pedaço, tijolo a tijolo, e com mãos calejadas.

Aquilo que começou há 21 meses no rigor do Inverno não pode acabar nesta noite de Outono.

Somente a vitória não constitui a mudança que pretendemos. É apenas a nossa oportunidade de efectuar essa mudança. E isso não poderá acontecer se voltarmos à forma como as coisas estavam.

Não poderá acontecer sem vós, sem um novo espírito de empenho, um novo espírito de sacrifício.

Convoquemos então um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve deitar as mãos à obra e trabalhar mais esforçadamente, cuidando não só de nós mas de todos.

Recordemos que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma Wall Street florescente quando as Main Street sofrem.

Neste país, erguemo-nos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de retomar o partidarismo, a mesquinhez e a imaturidade que há tanto tempo envenenam a nossa política.

Recordemos que foi um homem deste Estado que, pela primeira vez, transportou o estandarte do Partido Republicano até à Casa Branca, um partido fundado em valores de independência, liberdade individual e unidade nacional.

São valores que todos nós partilhamos. E embora o Partido Democrata tenha alcançado uma grande vitória esta noite, fazemo-lo com humildade e determinação para sarar as divergências que têm atrasado o nosso progresso.

Como Lincoln disse a uma nação muito mais dividida do que a nossa, nós não somos inimigos mas amigos. Embora as relações possam estar tensas, não devem quebrar os nossos laços afectivos.

E àqueles americanos cujo apoio ainda terei de merecer, posso não ter conquistado o vosso voto esta noite, mas ouço as vossas vozes. Preciso da vossa ajuda. E serei igualmente o vosso Presidente.

E a todos os que nos observam esta noite para lá das nossas costas, em parlamentos e palácios, àqueles que estão reunidos em torno de rádios em cantos esquecidos do mundo, as nossas histórias são únicas mas o nosso destino é comum, e uma nova era de liderança americana está prestes a começar.

Aos que querem destruir o mundo: derrotar-vos-emos. Aos que procuram a paz e a segurança: apoiar-vos-emos. E a todos aqueles que se interrogavam sobre se o farol da América ainda brilha com a mesma intensidade: esta noite provámos novamente que a verdadeira força da nossa nação não provém do poder das nossas armas ou da escala da nossa riqueza, mas da força duradoura dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e uma esperança inabalável.

É este o verdadeiro génio da América: que a América pode mudar. A nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já alcançámos dá-nos esperança para aquilo que podemos e devemos alcançar amanhã.

Esta eleição contou com muitas estreias e histórias de que se irá falar durante várias gerações. Mas aquela em que estou a pensar esta noite é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões de pessoas que aguardaram a sua vez para fazer ouvir a sua voz nestas eleições à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.

Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura, numa época em que não havia automóveis nas estradas nem aviões no céu; em que uma pessoa como ela não podia votar por duas razões – porque era mulher e por causa da cor da sua pele.

E esta noite penso em tudo o que ela viu ao longo do seu século de vida na América – a angústia e a esperança; a luta e o progresso; as alturas em que nos foi dito que não podíamos e as pessoas que não desistiram do credo americano: Sim, podemos.

Numa época em que as vozes das mulheres eram silenciadas e as suas esperanças destruídas, ela viveu o suficiente para se erguer, falar e votar. Sim, podemos.

Quando havia desespero e depressão em todo o país, ela viu uma nação vencer o seu próprio medo com um New Deal, novos empregos, e um novo sentimento de um objectivo em comum. Sim, podemos.

Quando as bombas caíam no nosso porto e a tirania ameaçava o mundo, ela esteve ali para testemunhar uma geração que alcançou a grandeza e salvou uma democracia. Sim, podemos.

Ela viu os autocarros em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, uma ponte em Selma, e um pregador de Atlanta que dizia às pessoas que elas conseguiriam triunfar. Sim, podemos.

Um homem pisou a Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação.

E este ano, nestas eleições, ela tocou com o seu dedo num ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos na América, tendo atravessado as horas mais felizes e as horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar.

Sim, podemos.

América, percorremos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há muito mais para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós próprios – se os nossos filhos viverem até ao próximo século, se as minhas filhas tiverem a sorte de viver tantos anos como Ann Nixon Cooper, que mudança é que verão? Que progressos teremos nós feito?

Esta é a nossa oportunidade de responder a essa chamada. Este é o nosso momento.

Este é o nosso tempo para pôr o nosso povo de novo a trabalhar e abrir portas de oportunidade para as nossas crianças; para restaurar a prosperidade e promover a causa da paz; para recuperar o sonho americano e reafirmar aquela verdade fundamental de que somos um só feito de muitos e que, enquanto respirarmos, temos esperança. E quando nos confrontarmos com cinismo e dúvidas e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com o credo intemporal que condensa o espírito de um povo: Sim, podemos.

Muito obrigado. Deus vos abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América.
Tradução de Mª João Batalha Reis




 

 

r às 13:10

14
Out 08

AFINAL PARECE QUE EXISTEM MAIS CANDIDATOS ÀS ELEIÇÕES AMERICANAS, PELO QUE A ESCOLHA NÃO SE RESUME A MCAIN E OBAMA.

 

NO ENTANTO ESTE CANDIDATO PARECE TER ORIGEM LUSA, SUPOSTAMENTE SERÁ EMIGRANTE DE 2ª OU 3ª GERAÇÃO.

 

MAIS INFORMO QUE NÃO SEI QUE É E NÃO LHE CONHEÇO O PROGRAMA ESTRATÉGICO...

 

VER DINÂMICA DE CAMPANHA NO SEGUINTE VÍDEO:

 

http://www.tsgnet.com/pres.php?id=46832&altf=SJDBSEP&altl=GBSJB

 

 

r às 12:14

08
Out 08

 

 

r às 10:53

03
Set 08

 

PERGUNTA UMA VIZINHA A OUTRA: Ó VIZINHA ENTÃO O BARAK OBAMA VAI OU NÃO GANHAR AS ELEIÇÕES????
 
DIZ A OUTRA: Ó VIZINHA NÃO SEI, MAS AS SONDAGENS ESTÃO NEGRAS…..
 

 

 

 

r às 12:06

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