19
Out 12

 

Excelência,

...Não me conhece, mas eu conheço-o e, por isso, espero que não se importe que lhe dê alguns dados biográficos. Chamo-me Pedro Miguel, tenho 22 anos, sou um recém-licenciado da Escola Superior de Enfermagem do Porto. Nasci no dia 31 de Julho de 1990 na freguesia de Miragaia. Cresci em Alijó com os meus avós paternos, brinquei na rua ...

e frequentava a creche da Vila. Outras vezes acompanhava a minha avó e o meu avô quando estes iam trabalhar para o Meiral, um terreno de árvores de fruto, vinha (como a maioria daquela zona), entre outros. Aprendi a dizer “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite” quando me cruzava na rua com terceiros. Aprendi que a vida se conquista com trabalho e dedicação. Aprendi, ou melhor dizendo, ficou em mim a génesis da ideia de que o valor de um homem reside no poder e força das suas convicções, no trato que dá aos seus iguais, no respeito pelo que o rodeia.

Voltei para a cidade onde continuei o meu percurso: andei numa creche em Aldoar, freguesia do Porto e no Patronato de Santa Teresinha; frequentei a escola João de Deus durante os primeiros 4 anos de escolaridade, o Grande Colégio Universal até ao 10º ano e a Escola Secundária João Gonçalves Zarco nos dois anos de ensino secundário que restam. Em 2008 candidatei-me e fui aceite na Escola Superior de Enfermagem do Porto, como referi, tendo terminado o meu curso em 2012 com a classificação de Bom. Nunca reprovei nenhum ano. No ensino superior conclui todas as unidades curriculares sem “deixar nenhuma cadeira para trás” como se costuma dizer.

Durante estes 20 anos em que vivi no Grande Porto, cresci em tamanho, em sabedoria e em graça. Fui educado por uma freira, a irmã Celeste, da qual ainda me recordo de a ver tirar o véu e ficar surpreendido por ela ter cabelo; tive professores que me ensinaram a ver o mundo (nem todos bons, mas alguns dignos de serem apelidados de Professores, assim mesmo com P maiúsculo); tive catequistas que, mais do que religião, me ensinaram muito sobre amizade, amor, convivência, sobre a vida no geral; tive a minha família que me acompanhou e me fez; tive amigos que partilharam muito, alguns segredos, algumas loucuras próprias dos anos em flor; tive Praxe, aquilo que tanta polémica dá, não tendo uma única queixa da mesma, discutindo Praxe várias vezes com diversos professores e outras pessoas, e posso afirmar ter sido ela que me fez crescer muito, perceber muita coisa diferente, conviver com outras realidades, ter tirado da minha boca para poder oferecer um lanche a um colega que não tinha que comer nesse dia. Tudo isto me engrandeceu o espírito. E cresci, tornei-me um cidadão que, não sendo perfeito, luto pelas coisas em que eu acredito, persigo objetivos e almejo, como todos os demais, a felicidade, a presença de um propósito em existirmos. Sou exigente comigo mesmo, em ser cada vez melhor, em ter um lugar no mundo, poder dizer “eu existo, eu marquei o mundo com os meus atos”.

Pergunta agora o senhor por que razão estarei eu a contar-lhe isto. Eu respondo-lhe: quero despedir-me de si. Em menos de 48 horas estarei a embarcar para o Reino Unido numa viagem só de ida. É curioso, creio eu, porque a minha família (inclusive o meu pai) foi emigrante em França (onde ainda conservo parte da minha família) e agora também eu o sou. Os motivos são outros, claro, mas o objetivo é mesmo: trabalhar, ter dinheiro, ter um futuro. Lamento não poder dar ao meu país o que ele me deu. Junto comigo levo mais 24 pessoas de vários pontos do país, de várias escolas de Enfermagem. Somos dos melhores do mundo, sabia? E não somos reconhecidos, não somos contratados, não somos respeitados. O respeito foi uma das palavras que mais habituado cresci a ouvir. A par dessa também a responsabilidade pelos meus atos, o assumir da consequência, boa ou má (não me considero, volto a dizer, perfeito).

Esse assumir de uma consequência, a pro-atividade para fazer mais, o pensar, ter uma perspetiva sobre as coisas, é algo que falta em Portugal. Considero ridículas estas últimas semanas. Não entendo as manifestações que se fazem que não sejam pacíficas. Não sou a favor das multidões em protesto com caras tapadas (se estão lá, deem a cara pelo que lutam), daqueles que batem em polícias e afins. Mais, a culpa do país estar como está não é sua, nem dos sucessivos governos rosas e laranjas com um azul à mistura: a culpa é de todos. Porquê? Porque vivemos com uma Assembleia que pretende ser representativa, existindo, por isso, eleições. A culpa é nossa que vos pusemos nesse pódio onde não merecem estar. Contudo o povo cansou-se da ausência de alternativas, da austeridade, do desemprego, das taxas, dos impostos. E pedem um novo Abril. Para quê? O Abril somos nós, a liberdade é nossa. E é essa liberdade que nos permite sair à rua, que me permite escrever estas linhas. O que nós precisamos é que se recorde que Abril existiu para ser o povo quem “mais ordena”. E a precisarmos de algo, precisamos que nos seja relembrado as nossas funções, os nossos direitos, mas, sobretudo, principalmente, com muita ênfase, os nossos deveres.

Porém, irei partir. Dia 18 de Outubro levarei um cachecol de Portugal ao pescoço e uma bandeira na bagagem de mão. Levarei a Pátria para outra Pátria, levarei a excelência do que todas as pessoas me deram para outro país. Mostrarei o que sou, conquistarei mais. Mas não me esquecerei nunca do que deixei cá. Nunca. Deixo amigos, deixo a minha família. Como posso explicar à minha sobrinha que tem um ano que eu a amo, mas que não posso estar junto dela? Como posso justificar a minha ausência? Como posso dizer adeus aos meus avós, aos meus tios, ao meu pai? Eles criaram, fizeram-me um Homem. Sou sem dúvida um privilegiado. Ainda consigo ter dinheiro para emigrar, o que não é para todos. Sou educado, tenho objetivos, tenho valores. Sou um privilegiado.

E é por isso que lhe faço um último pedido. Por favor, não crie um imposto sobre as lágrimas e muito menos sobre a saudade. Permita-me chorar, odiar este país por minutos que sejam, por não me permitir viver no meu país, trabalhar no meu país, envelhecer no meu país. Permita-me sentir falta do cheiro a mar, do sol, da comida, dos campos da minha aldeia. Permita-me, sim? E verá que nos meus olhos haverá saudade e a esperança de um dia aqui voltar, voltar à minha terra. Voltarei com mágoa, mas sem ressentimentos, ao país que, lá bem no fundo, me expulsou dele mesmo.

Não pretendo que me responda, sinceramente. Sei que ser político obriga a ser politicamente correto, que me desejará boa sorte, felicidades. Prefiro ouvir isso de quem o diz com uma lágrima no coração, com o desejo ardente de que de facto essa sorte exista no meu caminho.

Cumprimentos,
Pedro Marques
r às 15:56

12
Out 12

 

... QUEREMOS AS NOSSAS VIDAS!

 

 

 

 
r às 16:48

03
Out 12

 

 

 A austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento"- Pedro Passos Coelho, Abril 2011.

 

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou esta quarta-feira um novo pacote de medidas de austeridade, que o próprio considerou ser "um enorme aumento de impostos".

Veja o vídeo do director do Negócios sobre esse aumento de impostos, que vai incidir sobre os trabalhadores da iniciativa privada, sobre os pensionistas e sobre os funcionários públicos.

A taxa média efectiva de IRS aumenta, com as medidas agora anunciadas, de 9,8% para 13,2%.

IRS sobe em média 34,6% (em atualização);

r às 17:08

28
Set 12

 

O primeiro-ministro vai anunciar novas medidas de austeridade:

 

1ª: Contribuintes começam a pagar mais 1% de IRS por cada letra do nome a partir das duas letras. Quem se chama Zé pode tirar o cavalinho da chuva porque o nome é José;

 

2ª: É criado o Imposto Sobre o Que Nos Escapou, que obriga ao pagamento de uma taxa de 15% sobre tudo o que o Governo não tributou através de outro imposto;

 

3.ª: Subsídio de Natal e de Férias são devolvidos, mas em contrapartida são cortados os outros 12 meses de ordenado;

 

4.ª: Pessoas que fazem desporto na rua devem pagar mensalidade porque utilizam a rua como ginásio;

 

5.ª: Quem fez piadas com o Relvas vai pagar mais 5% de IRS por cada piada;

 

6.ª: Quem fez piadas com o Álvaro pode descontar 1% de IRS por cada piada;

 

7.ª: Nativos de Gémeos pagam IMI a dobrar;

 

8.ª: Taxa do IVA leva uma volta e passa a ser 32%;

 

9.ª: Taxas moderadoras passam a ser cobradas pelo que podia ter acontecido, ou seja, o contribuinte que partiu um pé podia ter-se partido todo;

 

10.ª: Imposto Único Automóvel passa a ser aplicado a tudo o que tem rodas ou rodinhas, ou seja, mesas de jantar, carrinhos de mão, skates, bicicletas, patins em linha, electrodomésticos, malas de viagem, etc…

 

 

RECEBIDO POR EMAIL.

r às 12:03

20
Set 12

 

r às 17:05

17
Set 12

 

  

 
  
 
 (OFF TOPIC) O Professor Marcelo, ultimamente, tem falhado grande parte das suas previsões...
 

 
r às 11:16

13
Set 12

 

SÓ FALTA SABER DE QUE FORMA???

 

Rui Machete considera medidas do governo "desproporcionais";
CIP chumba descida da TSU proposta pelo Governo;
"Medidas são tão estúpidas" que só as defende quem "está com os olhos tapados";
Bagão Félix diz que "o Governo ou recua ou cai";
Ferro Rodrigues fala em ataque «mais selvagem de sempre» contra o trabalho;
 
 O chefe de missão do FMI na troika, o etíope Abebe Selassie refere "Simplesmente reduzir os salários não vai resultar";

 

Manuela Ferreira Leite - “Alguma coisa tem de ser ajustada...se não só não se atingem os objectivos como o país chega ao fim destroçado” e acusa o ministro das Finanças de "total insensibilidade social" - sobre o aumento da Taxa Social Única aplicada aos trabalhadores refere que vai «aumentar dramaticamente o desemprego»;


Bagão Felix - " "Foi dada a machadada final no regime previdencial";

 

Mário Soares - «Estou absolutamente indignado. Se não tivesse de ir para o Algarve, que tenho lá obrigações, iria no dia 15 com certeza à manifestação» considera que o executivo de Passos Coelho «está a liquidar todo o sistema que vem desde o 25 de Abril» e

afirmou ainda esperar que "esta legislatura não vá até ao final", "Seria um desastre para todos se fosse até ao fim";

 

O vice-presidente do CDS-PP Artur Lima criticou hoje o Governo por apresentar medidas de austeridade "altamente penalizadoras para as famílias";

 

Nuno Magalhães, líder Parlamentar do CDS-PP - pressiona Gaspar a recuar nas medidas do OE-2013, "O Governo pode fazer esforço redobrado para encontrar despesa para cortar [nas PPPs e nas empresas públicas] e que permitam compensar algumas medidas na área fiscal e social que tem impacto negativo";

 

Secretário-geral da UGT, João Proença - critica as novas medidas de austeridade, nomeadamente o corte dos salários e pensões, e diz que não resta alternativa ao PS se não chumbar o Orçamento do Estado para 2013 - "Medida é "estúpida e irracional";

 

Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses - "Estamos preocupados porque as medidas de restrição aos cidadãos repercutem-se imediatamente nas autarquias. Estas medidas agravam a condição económica das famílias e com esta dificuldade que os municípios têm não há mais margem";


António Barreto, sociólogo - As novas medidas de austeridade anunciadas nos últimos dias pelo Governo "ultrapassam os limites" e "há falta de perícia e inexperiência" no Executivo;

 

Os presidentes da Cáritas Portuguesa e da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) juntaram-se ao coro de críticas às novas medidas anunciadas pelo primeiro-ministro e pelo ministro das Finanças, as medidas vão “agravar a já tão precária” situação socioeconómica da sociedade portuguesa e “não irão atingir o objectivo da criação de mais emprego”.

r às 16:11


O chefe de missão do FMI na troika, o etíope Abebe Selassie refere "Simplesmente reduzir os salários não vai resultar";

 

Manuela Ferreira Leite - “Alguma coisa tem de ser ajustada...se não só não se atingem os objectivos como o país chega ao fim destroçado” e acusa o ministro das Finanças de "total insensibilidade social" - sobre o aumento da Taxa Social Única aplicada aos trabalhadores refere que vai «aumentar dramaticamente o desemprego»;


Bagão Felix - " "Foi dada a machadada final no regime previdencial";

 

Mário Soares - «Estou absolutamente indignado. Se não tivesse de ir para o Algarve, que tenho lá obrigações, iria no dia 15 com certeza à manifestação» considera que o executivo de Passos Coelho «está a liquidar todo o sistema que vem desde o 25 de Abril» e

afirmou ainda esperar que "esta legislatura não vá até ao final", "Seria um desastre para todos se fosse até ao fim";

 

O vice-presidente do CDS-PP Artur Lima criticou hoje o Governo por apresentar medidas de austeridade "altamente penalizadoras para as famílias";

 

Nuno Magalhães, líder Parlamentar do CDS-PP - pressiona Gaspar a recuar nas medidas do OE-2013, "O Governo pode fazer esforço redobrado para encontrar despesa para cortar [nas PPPs e nas empresas públicas] e que permitam compensar algumas medidas na área fiscal e social que tem impacto negativo";

 

Secretário-geral da UGT, João Proença - critica as novas medidas de austeridade, nomeadamente o corte dos salários e pensões, e diz que não resta alternativa ao PS se não chumbar o Orçamento do Estado para 2013 - "Medida é "estúpida e irracional";

 

Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses - "Estamos preocupados porque as medidas de restrição aos cidadãos repercutem-se imediatamente nas autarquias. Estas medidas agravam a condição económica das famílias e com esta dificuldade que os municípios têm não há mais margem";


António Barreto, sociólogo - As novas medidas de austeridade anunciadas nos últimos dias pelo Governo "ultrapassam os limites" e "há falta de perícia e inexperiência" no Executivo;

 

Os presidentes da Cáritas Portuguesa e da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) juntaram-se ao coro de críticas às novas medidas anunciadas pelo primeiro-ministro e pelo ministro das Finanças, as medidas vão “agravar a já tão precária” situação socioeconómica da sociedade portuguesa e “não irão atingir o objectivo da criação de mais emprego”.

r às 10:33

12
Set 12

  

 

A página no Facebook chama-se “Manifestação: Que se lixe a troika! queremos as nossas vidas!” e o protesto está marcado para vários pontos do país já no próximo sábado, dia 15 de Setembro, às 17h. Em Lisboa, o ponto de encontro será na Praça José Fontana.

Estão também previstos protestos, à mesma hora, no Porto, Braga, Funchal, Guarda, Coimbra, Loulé, Faro, Vila Real, Covilhã, Portimão, Leiria, Aveiro e Marinha Grande, havendo uma página de Facebook para o evento em cada uma destas localidades.

r às 10:39

28
Ago 12

  

 
 
r às 17:21

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