14
Jan 09

 

 

 

TENHO DITO.

 

CARTOON DE HENRIQUE MONTEIRO

 

r às 14:54

16
Dez 08
Ascensão de Hitler, há 75 anos, marcou fim da República de Weimar 
 
  1933: Hitler subia ao poder
  
 
 
  
Há 75 anos, Hitler assumia o poder e dava fim à República de Weimar. A experiência democrática alemã entre 1919 e 1933 teve verdadeiramente uma possibilidade? O autor e historiador americano Eric Weitz responde.
 
 
 
 Em 30 de Janeiro de 1933, Hitler assumia o poder na Alemanha, colocando fim à República de Weimar – o experimento democrático alemão entre 1919 e 1933.
 
O período foi baptizado por historiadores como "República de Weimar" em homenagem à cidade de Weimar, onde se reuniu a Assembleia Nacional que escreveu e adoptou a nova Constituição para o Império Alemão após a derrota na Primeira Guerra Mundial.
 
Em 2007, Eric Weitz, chefe do departamento de História da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, publicou um livro sobre o período, intitulado Weimar Germany: Promise and Tragedy (A Alemanha de Weimar: Promessa e Tragédia).
 
 
 
A República de Weimar foi um período maravilhosamente criativo. Nós não devemos sempre analisar os 14 anos da República de Weimar partindo dos 12 anos do Terceiro Reich porque a República foi um período de grande inovação cultural, política e social. Nós precisamos lembrá-la e valorizá-la separadamente. Cada aspecto da República de Weimar, da vida na Alemanha nos anos de 1920 foi debatido intensamente – tanto no seu alto nível artístico e intelectual como também no nível da política e da sociedade.
 
Como o senhor explica o florescimento cultural e artístico na Alemanha, e particularmente em Berlim, nos anos de 1920? Afinal de contas, esta era uma nação devastada pela guerra, com milhões de mortos e atormentada pela hiperinflação e pela instabilidade.
 
  Dinheiro para queimar
 
 A intensa inovação de Weimar está precisamente relacionada a esses factores. Muitas pessoas concentram-se somente no desespero advindo da Primeira Guerra Mundial. Certamente, havia desespero em abundância. Dois milhões de alemães morreram nessa guerra, quatro milhões ficaram feridos. Os homens que retornaram estavam, na sua maioria, severamente feridos, tanto fisicamente como de forma psíquica.
As mulheres que estiveram no front doméstico durante os anos de guerra vivenciaram quatro anos de intensa privação. E veio então a crise do pós-guerra – reorganização e hiperinflação.
 
Mas, até certo ponto, aquela intensa instabilidade económica, social e política alimentou esse profundo engajamento intelectual com questões relativas à vida na era moderna, de como deveria ser a configuração política da Alemanha. Mas, além disso, a revolução de 1918/19 também foi crucial para a efervescência cultural. Esta revolução estabeleceu um sistema democrático,  o mais democrático que os alemães haviam vivenciado até aquele momento.  
 
O espírito da revolução criou um sentimento de que o futuro estava aberto, que era de possibilidades ilimitadas e poderia ser moldado de forma mais humanitária. Isso não poderia ter durado muito, mas foi esse sentimento que envolveu grande parte da inovação cultural da República.
 
Mesmo assim, existiam pessoas na Alemanha que odiavam a República de Weimar. Quem eram elas? E por que queriam que ela falhasse se era tão promissora e atraente?
 
Tudo o que se relacionava com a República de Weimar foi contestado. A maior parte do trabalho ou todo o trabalho dos artistas, pensadores e arquitectos que focalizo neste livro foi intensamente desafiado pela direita. Eu quero dizer o establishment de direita – os antigos aristocratas, funcionários de alto escalão, oficiais das Forças Armadas, homens de negócios, banqueiros, pessoas da Igreja que eram, definitivamente, anti-socialistas e anticomunistas, mas também antidemocratas. A revolução de 1918/19 deixou o poder dessas pessoas intacto. Ela estabeleceu uma democracia política, mas não minou, de forma alguma, a situação social e de poder daquela velha elite conservadora.
 
Essa elite, após a fúria inicial da revolução, desafiou todos os passos da República. Muitos dos pontos de conflito não estavam somente na esfera política, mas também na cultural e social. Havia, por exemplo, as assim chamadas "Guerras dos Telhados de Zehlendorf", nas quais conservadores, arquitectos e críticos – nazistas também – clamavam que os tectos planos da Arquitectura Moderna eram marcadamente não germânicos e que a verdadeira arquitectura germânica tinha tectos pontiagudos. Tais críticos condenaram os tectos planos como forma de arquitectura judaica. A emancipação da mulher nos anos de 1920 e o activo discurso em torno da satisfação erótica eram outros focos de intenso conflito.
 
Você diria que a República de Weimar foi uma das primeiras vítimas da globalização? Você acha que ela teria sobrevivido se a crise de 1929 não tivesse acontecido?
 
 A Grande Depressão foi o último golpe. Se observarmos a economia e a eleição de 1928, justamente anterior à Grande Depressão, poderemos ver um retorno para o centro político e sinais de sério progresso económico. Este é o último dos assim chamados fabulosos anos dourados da República. Sem a depressão, a República teria ao menos tido uma possibilidade. Ela sobreviveu à inquietante e desorientadora hiperinflação de 1923. Mas foi a depressão que se espalhou rapidamente dos Estados Unidos para a Alemanha que deu o golpe final.
 
Ao mesmo tempo, não devemos esquecer que poucas democracias foram fundadas em situações tão difíceis como a República de Weimar. A República precisava de mais tempo para respirar, precisava de uma atitude mais generosa e indulgente por parte dos aliados ocidentais, precisava de estabilidade económica e progresso – tudo isso era escasso nos anos após a Primeira Guerra Mundial.
 
O que levou, finalmente, ao declínio da democracia na República de Weimar? Afinal de contas, nas eleições gerais de 1928, os nazistas contabilizaram somente 2,6% dos votos e, cinco anos depois, Hitler assumia o poder.
 
 
É verdade, em 1928 os nazistas eram um grupo marginal,  sem importância política e que dispunha de pouca ressonância para além de alguns lugares bastante específicos já em crise antes da Grande Depressão – principalmente regiões agrícolas. Mas, de certa forma, a República estava seriamente fragilizada e o sistema político paralisado antes da tomada de poder pelos nazistas. Numa depressão, as pessoas procuram soluções e a República não oferecia nenhuma solução para a crise económica.
 
A partir dos anos de 1930, a Alemanha foi governada por uma ditadura presidencial, porque o sistema político estava tão fragmentado que o Parlamento não se podia reunir ou funcionar com maioria parlamentar. Assim a partir da primavera de 1930, o chanceler Heinrich Brüning e seus sucessores governaram através de poderes emergentes proclamados pelo presidente, o marechal-de-campo Paul von Hindenburg.
Mas quero sublinhar o facto de que os nazistas nunca receberam a maioria dos votos numa eleição livre sem contestações. No verão [europeu] de 1932, eles receberam 37,4% dos votos – a mais alta percentagem que alcançariam. É um salto significante, com certeza, mas não é maioria e a frase comum que se escuta nos Estados Unidos, de que "o povo alemão elegeu Hitler para o poder ou elegeu os nazistas para o poder" – é errada, inexacta e não verdadeira.
 
Os nazistas nunca foram eleitos para o poder. Na eleição seguinte, no Outono [europeu] de 1932, eles já haviam perdido uma percentagem significante do apoio ganho no verão. O Partido Nazista estava desorientado. No final, eles subiram ao poder porque a elite conservadora, uma clique de homens poderosos em torno do presidente Hindenburg, entregou o poder aos nazistas. Essa aliança foi o que, definitivamente,  acabou com a República.
 
Que lições podem ser tiradas da República de Weimar? No seu livro, está implícita a questão de que se é possível que democracias contemporâneas sucumbam a forças neofascistas da mesma forma que a República de Weimar sucumbiu aos nazistas.
 
A Alemanha de hoje é um sistema democrático bem estabelecido. Quanto a isso, não tenho nenhuma preocupação. É claro que existem alguns grupos de extrema-direita que podem ser perigosos e a reacção contra eles algumas vezes é muito lenta. No entanto, esses grupos são bastante marginais e Berlim não é Weimar.
As minhas preocupações são mais com o meu país, os Estados Unidos, no sentido de que as ameaças à democracia nem sempre vêm de fora. O maior perigo vem de dentro. Esse foi certamente o caso em Weimar, especialmente nos seus últimos anos. O que me preocupa é quando algumas pessoas ou instituições falam de democracia, mas, na verdade, esvaziam as práticas democráticas.
 
É claro que os nazistas nunca estiveram comprometidos com a democracia, mas usavam a retórica populista que encontrava ressonância nas pessoas. Quando esse tipo de retórica mascara práticas não democráticas, então é a hora de nos preocuparmos.
 
A analogia que realmente me preocupa é quando conservadores do establishment fazem com que conservadores radicais se tornem "aceitáveis pela sociedade". Acredito que, até certo ponto, isso realmente aconteceu nos Estados Unidos.
Quando os conservadores do establishment vão além das fronteiras do discurso democrático legitimado e do acervo constitucional e fazem com que o programa, os indivíduos e as ideias dos conservadores radicais se tornem aceitáveis – é aí que estamos em apuros.
 
 Ilustração: Presidente Hindenburg nomeia Hitler chanceler em 1933
 
Alemães não elegeram Hitler para o poder
 
r às 14:47

15
Dez 08

 

Quando há alguns anos conheci a sua história, fiquei impressionado. Pelo homem que, tendo muito a perder, ousou seguir a sua consciência e salvar milhares de seres humanos.


Aristides de Sousa Mendes, cônsul em Bordéus nos anos da perseguição nazi, emitiu vistos que permitiram a muitos chegar até Portugal.Foi castigado por isso. Perdeu muito. Carreira, posição, poder.
 

Porém, ganhou o agradecimento de várias gerações. Ganhou o orgulho por um homem assim, "normal", nos mostrar que a dignidade humana pode pesar muito mais no prato da balança que o prestígio, o poder, a carreira, o próprio bem-estar.

 
Sinto-me orgulhoso por, finalmente, mais de 1/2 século depois, este Homem ter direito a um Museu. Virtual, é certo. Mas, ainda assim, um Museu.
 

Vale a pena vasculhar a história deste Senhor. Não é cor-de-rosa, não teve um final feliz para ele ou para a sua grande família, mas contribuiu para um final feliz de tantos que bateram à porta daquele Consulado.

 

Visitem este Museu. Não custa nada. Não requer grandes deslocações. Está aberto 24 horas por dia. E poderão conhecer a história de um homem bom.

 

Sugiro veementemente que não percam.
Vão estar muito tempo para ver tudo mas é uma relíquia imperdível.
 
Entrem em
http://mvasm.sapo.pt/

 

 

r às 14:46

04
Dez 08

 

Guernica é uma obra de Pablo Picasso de 1937, que representa o bombardeamento sofrido pela cidade espanhola a 26 de Abril de 1937 por aviões alemães…


Este video é a visão 3D da obra de Picasso… Notável!!!!!


O quadro mais famoso de Pablo Picasso pode ser agora visitado online e em três dimensões.


Um trabalho notável da artista nova-iorquina, Lena Gieseke.

 

 

r às 19:03
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21
Out 08

 

DIZEM QUE ACONTECEU A 21 DE OUTUBRO DE 1147.....Martim Moniz morre entalado numa das portas do Castelo de Lisboa....

 

Em 1147, D. Afonso Henriques, ajudado por cruzados que se dirigiam para a Terra Santa, enceta um cerco ao Castelo de Lisboa, com o intuito de conquistar esta fortificação aos mouros.

 

Durante uma das investidas, concretizada a 21 de Outubro de 1147, teria existido um tal Martim Moniz que se deixou entalar numa das portas do castelo para permitir a entrada dos sitiantes.

 

Os historiadores não podem comprovar a existência real desta personagem em virtude de não haver qualquer documento da época que a ela faça referência. Citam-na, no entanto, como figura lendária da história de Portugal...

 

 

 

r às 14:05

21
Jul 08

HOLOCAUSO - A NÃO ESQUEÇER - E PARA AQUELES QUE DEFENDEM QUE NUNCA EXISTIU....

 

 

A palavra holocausto tem origem em sacrifícios e rituais religiosos da Antiguidade nos quais animais (por vezes até seres humanos) eram oferecidos às divindades, sendo completamente queimados durante a noite para que ninguem visse, nesse caso holocausto quer dizer cremação dos corpos.

 

Este tipo de sacrifício também foi praticado por tribos judaicas, como se evidencia no Livro do Êxodo capítulo 18, versículo 12: Então, Jetro, sogro de Moisés, trouxe holocausto e sacrifícios para Deus; (...).

 

A partir do século XIX, a palavra holocausto passou a designar grandes catástrofes e massacres, até que após a Segunda Guerra Mundial o termo Holocausto (com inicial maiúscula) passou a ser utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de judeus e outros grupos considerados indesejados pelo regime nazi de Adolf Hitler.

 

A maior parte dos exterminados eram judeus, mas também havia militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, activistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum.

 

 

Todos estes grupos pereceram lado a lado nos campos de concentração e de extermínio, de acordo com textos e fotografias, (testemunhos de sobreviventes numa extensa documentação deixada pelos próprios nazistas), perpetradores e espectadores, e com o saldo de registros estatísticos de vários países sob ocupação.

 

O número exacto de mortes durante essa passagem é desconhecido, mas segundo alguns especialistas estima-se que o número de pessoas desaparecidas, mortas ou assassinados durante o conflito somam cerca de seis milhões de pessoas.

 

 

 

 

r às 13:00

10
Abr 08
1815 - Erupção do Monte Tambora - cerca de 92.000 pessoas morrem quando o vulcão Tambora, em Sumbawa, na Indonésia, entra em erupção.
1912 - O Titanic inicia a  sua primeira e única viagem - A 10 de Abril de 1912, o navio Titanic, considerado “inafundável”, inicia a sua viagem inaugural, ligando Southampton, na Inglaterra, a Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. Às 23h40 do dia 14, colide com um iceberg e afunda-se duas horas e meia depois.
1970 - Fim do grupo musical inglês Os Beatles - A 10 de Abril de 1970, conflitos entre John Lennon e Paul MacCarttney põem fim ao grupo musical inglês Os Beatles.
  
r às 16:21

17
Mar 08

 A 17 de Março de 1939 é assinado, em Lisboa, entre Salazar e Franco, o Pacto Ibérico, um tratado de amizade e não agressão entre Portugal e Espanha.

 

r às 14:44

27
Fev 08
ACONTECEU A 27 DE FEVEREIRO…
- de 1641.É abolido o imposto das meias-anátas, um dos mais odiados pela população portuguesa durante o domínio espanhol.
- de 1933. Incêndio do Parlamento Alemão (Reichtag), utilizado por Hitler para suspender a Constituição e as liberdades civis.
- de 1950. A União Indiana apresenta a Portugal uma proposta de negociação da integração do Estado Português da Índia, no novo país.
- de 1978. A Presidência, a Assembleia e o Governo da República repudiam oficialmente o pedido do dirigente líbio Kadhafi para a independência da ilha da Madeira, considerada pela Organização de Unidade Africana como pertencendo a África.
- de 1983. Mota Pinto é eleito presidente do PSD, pelo 10.º Congresso do partido.
r às 13:23

21
Fev 08

É SEMPRE BOM REVIVER BOCAGE......

 

POEMA DE BOCAGE

 

Quer seja curto ou comprido
 
Quer seja fino ou mais grosso
 
É um órgão muito querido
 Por não ter espinhas nem osso
 
De incalculável   valor
 
Ninguém tem um a mais
 
E desempenha no amor
 Um dos papéis principais
 
Quando uma dama aparece
 Ei-lo a pular com fervor
 
Se é de um rapaz, estremece
 
O de um velho, tem pouco vigor
 
O seu nome não é tão feio
 
Pois tem sete letrinhas só
_   _   _   _   _   _   _
1        2        3        4        5       6       7
Tem um R e um A no meio
 
Começa em C e acaba em O
 
Nunca se encontra sozinho
 
Vive sempre acompanhado
 
Por dois orgãozinhos
 
Junto de si, lado a lado
 
O nome destes porém
 Não   gera   confusões
 
Tem sete letras também
 
Tem L e acaba em ÕE
1        2        3        4        5       6       7
 
Vou acabar com o embalo
 
E com as más impressões
 
Os órgãos de que eu falo...
 
São o coração e os pulmões
r às 11:27
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