28
Mai 09

 

Vamos entrar no 5º. Dia de Campanha Oficial para as Eleições Europeias, que se realizam no próximo dia 7 de Junho.
 
Para já, 4 dias perdidos.
Sem discussão séria e credível sobre os assuntos Europeus, assuntos estes, que são afinal o objecto das próximas eleições.
 
O que temos visto ou ouvido são acusações entre partidos, Fait-Divers inócuos e sem interesse para a generalidade daqueles que ainda pensam ir votar, pois, parece claro, que o grande vencedor destas eleições será a Abstenção. E o que têm feito a generalidade dos partidos políticos para inverter essa situação???? Pouco, muito pouco.
 
Os partidos da oposição utilizam esta campanha para realizar ataques ferozes ao Governo, numa espécie de primárias das legislativas, esquecendo por completo a discussão urgente e necessária sobre a União Europeias, as suas instituições, em especial o Parlamento Europeu e o funcionamento do Banco Central Europeu, o Tratado de Lisboa, a estratégia para o Crescimento da União Europeia – vamos receber a Turquia??? Qual a opinião dos partidos portugueses sobre isso, alguém sabe??? E no seguimento das últimas e importantes Cimeiras realizadas com África, América do Sul, Rússia e China, alguém sabe o que se passa??? O que está a ser feito??? O que foi feito???
 
Quais são as Propostas dos partidos no que respeita à tardia implementação do 3º pilar da UE – a Política Externa e Segurança Comum??? Alguém sabe???
 
Quem é que já leu os programas dos partidos, para estas eleições??? Alguém já os viu ou ouviu serem discutidos??? Alguém os encontrou???
 
Quanto à temática dos programas eleitorais para as eleições europeias, fiz uma pesquisa e encontrei, ainda que com alguma dificuldade, o seguinte:
 
O PS apresenta 2 documentos que considero importantes para se perceber o que pensa o PS sobre a Europa e a União Europeia, a saber:
 
As Pessoas estão Primeiro – é um resumo/ balanço do trabalho desenvolvido pelo Partido Socialista Europeu, no último mandato - http://www.ps.pt/media/pse09.pdf
 
As Pessoas Primeiro – Um novo rumo para a Europa, que é, no fundo o programa eleitoral - http://www.ps.pt/media/manifesto_europeias_09.pdf .
 
Do PSD encontrei o Contrato Europeu com os portugueses – que deve ser o programa eleitoral do PSD. Digo deve ser porque é tão fraquinho que me deixa dúvidas, aqui fica o link para tal: http://www.politicadeverdade.com/?idc=902
Balanço sobre a actividade do PPE e dos eurodeputados sociais-democratas Portugueses não encontro nada.
 
 Quanto ao Bloco de Esquerda encontrei o seguinte -
 Programa para um governo que responda à urgência da crise social, no seguinte link: http://igualdade.bloco.org/media/proj_programa2009.pdf, ora nem mais a propósito, porque afinal o que estamos a fazer é oposição ao governo e não na campanha eleitoral para o Parlamento Europeu.
Programa eleitoral e balanços, nada!!!ou então não encontrei.
 
O PCP/CDU, ao seu estilo, mas apresenta de facto uma espécie de programa eleitoral e balanço do mandato europeu. http://www.cdu.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=93&Itemid=66;
http://www.cdu.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=75&Itemid=64 
 
O CDS/PP à excepção da lista de candidatos ao Parlamento Europeu, não encontro mais nada. Nem programa, nem balanço, nada! Não encontrei uma linha sobre as próximas eleições Europeias.
 
O Movimento Esperança Portugal oferece-nos o seu programa eleitoral. Facto que é de saudar, visto não ter os apoios de que dispõem os principais Partidos - http://www.mep.pt/images/Europa/mep%20europa.pdf
 
Em suma, pouco sumo a respeito do essencial, a União Europeia.
 
Como querem os partidos combater a abstenção??? Será que querem??? Ou, salvo raras excepções, só estão interessados nas legislativas que se seguem???
r às 19:34

27
Mai 09

 

 
Depois de na primeira deslocação à Comissão Parlamentar de Inquérito, no âmbito do caso BPN, Oliveira e Costa, ter-se recusado a falar, ontem, à mesma comissão de inquérito e após ter pedido para ser ouvido, “abriu um pouco o livro”.
 
Fez um conjunto de declarações polémicas, das quais destaco as seguintes, para registo e memória futura:
 
“Manuel Dias Loureiro, ex-ministro da Administração Interna de Cavaco Silva e membro do Conselho de Estado, mente quando diz que foi ao Banco de Portugal (BdP) para se queixar da gestão de Oliveira Costa. A afirmação partiu do ex-presidente do grupo SLN/BPN, José Oliveira Costa que adiantou que quem fala verdade é o ex-vice-governador do BdP, António Marta.”
 
Acrescentou o antigo gestor, agora em prisão preventiva, Miguel Cadilhe, que lhe sucedeu no lugar, acabou por ser "o indutor do boicote à transacção".
 
No depoimento, Oliveira e Costa referiu que Miguel Cadilhe custou mais ao grupo BPN/SLN do que ele tinha ganho ao longo de uma década.
 
José Oliveira Costa culpou um grupo de accionistas liderado por Joaquim Coimbra de ter contribuído para a destruição da SLN/BPN, ao boicotarem a venda do grupo a investidores árabes e à Carlyle. O ex-presidente da SLN/BPN admitiu que os accionistas que travaram a viabilização do grupo tinham interesses particulares e alguns beneficiaram com a existência do Banco Insular.

"Joaquim Coimbra cozinhou-me em banho-maria" e acabou por "destruir o grupo", disse Oliveira Costa.”
 
Barões do PSD debaixo de tiro
"Montaram a armadilha a 30 de Agosto de 2007, dia do meu aniversário, e depois houve um kamikaze – leia-se Miguel Cadilhe – que tirou a espoleta da granada e fez rebentar tudo." Foi assim que Oliveira e Costa terminou ao fim de 131 minutos, com dois intervalos de 15 e 13 minutos, respectivamente, a leitura de um extenso documento aos deputados, assessores dos grupos parlamentares e jornalistas presentes na Comissão de Inquérito Parlamentar em que lavou a roupa suja do BPN, disparou a torto e a direito contra um grupo de quatro accionistas, liderado pelo empresário Joaquim Coimbra, dirigente do PSD, Miguel Cadilhe, seu antigo colega de Ministério, também do PSD como ele próprio, e, claro, contra Dias Loureiro, social-democrata e conselheiro de Estado.
 
Aqui fica também o depoimento completo de Oliveira e Costa.
 
REACÇÕES DOS PARTIDOS
 
PS: RICARDO RODRIGUES
É uma decisão que cabe ao dr. Dias Loureiro e ao Presidente da República. O PR é que o nomeou, e os dois têm de avaliar a manutenção no Conselho de Estado
 
PSD: HUGO VELOSA
Se fosse eu, saía. Na situação em que ele se encontra, e não é por achar que é culpado, o dr. Dias Loureiro teria toda a vantagem em sair do Conselho de Estado
 
CDS-PP: NUNO MELO
Estando o nome do dr. Dias Loureiro envolvido nos actos de gestão aqui descritos, justifica-se que saia do Conselho de Estado até que tudo esteja esclarecido
 
PCP: HORÓNIO NOVO
Neste contexto, sendo que a decisão cabe exclusivamente ao dr. Dias Loureiro, é claro que a imagem e credibilidade junto do País está descredibilizada
 
BE: JOÃO SEMEDO
Fica hoje mais claro que o dr. Dias Loureiro não tem condições para se manter no Conselho de Estado. Depois de tudo o que foi aqui revelado fica claro que se deve demitir

 

ET: SE ESTE EPISÓDIO DISSESSE RESPEITO A ALGUÉM DO PARTIDO SOCIALISTA OU PRÓXIMO DESTE, TÍNHAMOS ESPECTÁCULO ASSEGURADO PARA OS PRÓXIMOS MESES…

 

 

r às 11:11

08
Mai 09

 

Uma sondagem telefónica da Eurosondagem para a Renascença, “Expresso” e SIC dá aos sociais-democratas 30,5 por cento das intenções de voto, mas o PS continua destacado nas intenções de voto, com 38,8 por cento.

Os restantes partidos não sofrem grandes alterações. O BE tem uma subida residual de 0,2 décimas, situando-se nos 9,8 por cento das intenções de voto; já a CDU desce duas décimas, surgindo com 9,2 por cento. O CDS é o partido com menos expressão: 6,9 por cento, menos 0,1 pontos percentuais.

Portugueses querem Durão Barroso

Das legislativas para as europeias, esta sondagem revela que 73,5 por cento dos portugueses consideram que Durão Barroso deve continuar como presidente da Comissão Europeia. E 74 por cento afirmam mesmo que deve ser apoiado pelos partidos nacionais, independentemente das questões partidárias.

Esta sondagem foi feita entre os dias 30 de Abril e 5 de Maio em Portugal Continental. Os entrevistados foram distribuídos aleatoriamente no que se refere ao sexo e à idade. A amostra foi estratificada por regiões: Norte (20 por cento), Área Metropolitana do Porto (14 por cento), Área Metropolitana de Lisboa (26 por cento), região Centro (30 por cento) e região Sul (10 por cento), num total de 1021 entrevistas validadas. O erro máximo da amostra é de 3,07 por cento para um grau de probabilidade de 95 por cento.

Mais sobre o assunto
aqui, aqui, e aqui
r às 10:48

07
Mai 09

 

 
Texto notável de Sofia Loureiro dos Santos, publicado no blogue “Defender o Quadrado”, com o qual concordo e subscrevo na íntegra.
 
Reproduzo aqui uns excertos, mas aconselho vivamente a sua leitura atenta e completa.
 
“As próximas eleições legislativas são de extrema importância devido às condições de grave crise global em que vivemos. Assim a estabilidade política é essencial para as previsíveis e difíceis negociações, revoltas e terramotos sociais, com as consequentes tentativas de instrumentalização, radicalização política e perigo de derivas totalitárias.
 
A maioria absoluta de um partido, nomeadamente do PS, não me parece possível nesta altura. Por isso se fala cada vez mais em alianças, coligações e blocos centrais. Já discorri sobre a minha discordância de um possível bloco central, pois considero que as soluções governativas devem ser avaliadas por si e os eleitores devem julgar os seus responsáveis, sem que a paternidade da governação se dilua.
 
Analisando as alianças à esquerda, e no plano dos princípios de valores e das ideologias democráticas, de respeito pela liberdade de expressão e pelo multipartidarismo, não é possível ao PS fazer alianças com os partidos à sua esquerda.
 
Os partidos que se agrupam no BE e o PCP defendem regimes totalitários, estando arredados de tudo o que fundamentou e fundou o 25 de Abril, pois ainda hoje não esclareceram a sua discordância da deriva ditatorial de 1975. Na verdade nunca ouvi dizer a qualquer membro do PCP, passados 35 anos da revolução 20 anos da queda do muro de Berlim, que o projecto comunista era um projecto de poder absoluto e ditatorial, onde existia polícia política, censura e partido único, tal como no regime de Salazar e Caetano. Nunca ouvi qualquer defensor das amplas liberdades democráticas conquistadas no 25 de Abril fazerem mea culpa pela tentativa de tomada do poder por um partido minoritário por métodos pouco transparentes, com o objectivo de implementar a ditadura do proletariado.
  
Na base dos princípios ideológicos só resta ao PS concorrer sozinho às eleições. Quem se revê na democracia e na liberdade, quem acredita nos valores de esquerda numa sociedade aberta e democrática, não tem outra alternativa senão votar PS. Tal como Alexandre O’Neill dizia Ele não merece, mas vota no PS
 
Nota: este texto foi publicado no blogue OLHAR DIREITO, acorrespondendo ao amável convite de Francisco Castelo Branco, que agradeço.”
 
r às 13:58

22
Abr 09

 

O Primeiro-Ministro José Sócrates concedeu ontem uma entrevista à RTP. Os entrevistadores foram José Alberto Carvalho e Judite de Sousa.
 
Em primeiro lugar e, na minha opinião, a entrevista, no global correu bem a José Sócrates.
 
Os principais temas abordados incidiram em 3 questões fundamentais: Relacionamento entre o Primeiro-ministro e Presidente da República; A crise Económica e Financeira e, inevitavelmente, o Caso Freeport.
 
Principais ideias chave do Chefe do Governo
 
Relacionamento com o Sr. Presidente da República -  excelente, do ponto de vista institucional…Considera que o Presidente da República não se vai deixar instrumentalizar pela oposição e, referindo-se à oposição diz, “cada um tem de pedalar a sua bicicleta”.
 
Crise económica – não a esconde e considera que o plano anti-crise vai e visa ajudar as empresas e as famílias a enfrentá-la com melhores argumentos, não colocando de lado a possibilidade de medidas adicionais, depois da análise do impacto das medidas já tomadas.
 
Desemprego – Anunciada nova medida, aumento do subsídio social de desemprego para os 450 euros…
 
Freeport – Reitera “ tentativa de assassinato político ”, processo Kafkiano e espera uma resolução rápida “Mais cedo do que tarde”, sem pressões e interferências estranhas à investigação.
 
Maioria absoluta – Considera que o caso Freeport não terá consequências na eventual renovação da maioria absoluta e refere “ Os Portugueses saberão julgar-me”
 
Manuela Moura Guedes – referindo-se aos telejornais de sexta-feira refere” aquilo não é um telejornal, é uma caça ao homem, é um telejornal travestido” – em consonância  com a posição tomada pelo Fait-Divers a respeito do assunto em Post publicado em 10 de Março de 2009 - TVI PERDEU O SINAL...
 
Quanto ao mais, considero a prestação de Judite de Sousa descabida, ainda que com sentido – o sentido dela – vestindo a pele de jornalista acicatada e acutilante, ao contrário da sua prestação na entrevista a Dias Loureiro, na qual parecia Jornalista estagiária… Não fica bem a uma excelente Jornalista – a corrigir - .
 
Pode ler sobre o assunto aqui, aqui e ainda aqui.
r às 11:26

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