Já dizia Agostinho da Silva que para Portugal recuperar alguma da sua influência no Mundo, como teve nos Séculos XV e XVI, mais do que se virar para a Europa deveria lançar pontes consistentes e estáveis com a América do Sul e com o Brasil em especial. Concordo!! Não obstante continuar a trabalhar por uma construção Europeia cada vez mais forte, solidária e unida nos princípios básicos do Estado de Direito Democrático e com respeito pelos valores Universais da dignidade da pessoa humana e da Paz.
Se com o Brasil as relações institucionais, culturais e económicas vão crescendo e frutificando, com outros importantes países da América do Sul o mesmo ainda não acontece.
Portugal tem agora, depois do incidente na Cimeira Ibero-Americana, uma oportunidade única de se lançar na América do Sul – Hispânica, e marcar pontos junto destes Países em benefício de Portugal e, de outro modo, de mediar a crise diplomática existente entre a Espanha e a Venezuela que poderá ter também consequências ao nível da União Europeia.
A Venezuela é hoje uma potência em crescimento, muito devido ao abundante petróleo e gás natural que tem, mas também porque o seu Presidente está a ocupar um lugar de referência na vida Política daquela região do Globo.
É tempo de Portugal explorar relações comerciais com a Venezuela, como parece ir acontecer, mas, atenção, é preciso não esquecer quem é e o que pretende o Sr. Hugo Chávez……