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Ago 08

Ao fim de oito horas de cerco policial, a Unidade Táctica do Grupo de Operações Especiais (GOE) atingiu a tiro os assaltantes que ameaçavam com armas de fogo dois reféns à porta da agência bancária do BES na rua Marquês de Fronteira, em Lisboa. Antes de ser montado o cerco policial, a PSP conseguiu libertar quatro pessoas, que também tinham sido sequestradas.

 

Algemados pelos assaltantes, com braçadeiras de plástico, e com armas apontadas à cabeça, a fuga dos reféns - gerente e subgerente do banco - precipita-se quando os snipers atingem a tiro os dois suspeitos, de nacionalidade brasileira. Logo de seguida, o GOE entrou de rompante no banco.

 

Um dos assaltantes morreu  e outro ficou gravemente ferido, tendo sido levado para o hospital São José. Os dois e últimos reféns estão bem de saúde.

 

COMENTO EU:  É sempre de lamentar este tipo de desfechos, no entanto e como a negociação não estava a funcionar e o sequestro já se arrastava há demasiado tempo, a polícia (e bem) actuou com extrema cautela, precisão, eficiência e eficácia, aproveitando o deslize dos sequestradores que, sem se perceber bem porquê, se colocaram à porta da agência bancária, tornando-se num alvo fácil para os atiradores (snipers)...

 

A nota positiva que fica deste caso é que, e devido a ter sido visualizado em directo na televisão, poderá servir para diminuir este tipo de criminalidade.

 

O COMBATE AO CRIME E O SENTIMENTO DE SEGURANÇA DA POPULAÇÃO É A BASE DE UM ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO, COMO TAL, URGE IMPLEMENTAR, DE UMA VEZ POR TODAS, UMA VERDADEIRA POLÍTICA CRIMINAL , BASEADA E  ASSENTE NOS PILARES PREVENTIVOS E REPRESSIVOS... PRINCIPALMENTE AO NÍVEL DO PILAR PREVENTIVO QUE, À EXCEPÇÃO DA CRIMINALIDADE ECONÓMICA, AINDA HOJE NÃO TEM O DEVIDO TRATAMENTO EM PORTUGAL....

 

 

 

r às 11:37

comentário:
Também lamento o resultado da acção policial: um morto e o ferido grave. Mas a polícia está de parabéns, pelo menos não houve danos em gente inocente (chamados danos colaterais).

As reduzidas penas que de momento a justiça portuguesa aplica fazem aumentar a criminalidade em geral, até só por isso pedem-se penas mais duras para todos os crimes com violência, mas, infelizmente os sucessivos Governos só se preocupam com a despesa que é manter os criminosos na cadeia e nem sequer têm em conta os custos para toda a sociedade que é mantê-los cá fora.

A criminalidade só parece ser baixa porque as estatísticas estão erradas: os portugueses já não acreditam na justiça, pois sabem que ainda que sejam capturados os criminosos vêm rapidamente para a rua e depois as vítimas podem ficar à mercê de represálias, por isso já nem se queixam e assim não constam nas estatísticas. Como todos nós já reparámos, os testemunhos são frequentemente pouco esclarecedores: "ninguém viu bem, ninguém ouviu, não reconhecem o criminoso, etc". A razão é também o medo, o medo de represálias por parte dos criminosos. Querem mais provas reparem como vítimas e testemunhas têm hoje frequentemente o cuidado de esconder a cara quando falam para a televisão: têm medo de serem reconhecidas e depois paguem por falar.

Outro motivo porque a criminalidade é baixa em Portugal é a extrema demora dos julgamentos que levam à prescrição de crimes. São crimes que não existiram, não deu lugar a sentença nem a pena. Agora pretende-se aligeirar ainda mais o sistema: mandando para a rua todos os que recorram da sentença. A lógica é errada: A sentença deveria valer até que houvesse outra em contrário. Deixar sair os criminosos é possibilitar-lhes a fuga.

Não podemos é cair na tentação de associar o crime aos estrangeiros: não pode haver tratamento diferenciado para os criminosos portugueses e outros.

Zé da Burra o Alentejano

Zé da Burra o Alentejano a 8 de Agosto de 2008 às 14:56

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