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Campeã europeia em título, a selecção espanhola é, a partir deste domingo, também a nova campeã do Mundo. Golo solitário de Iniesta, na segunda parte do prolongamento, valeu vitória suada na final disputada com a Holanda.

 

Holanda e Espanha chegaram à final como os expoentes máximos do bom futebol praticado na África do Sul, mas, sobretudo na primeira parte da final, não fizeram por merecer os pergaminhos. A garra esteve sempre presente, é certo, mas não raras vezes em excesso. As faltas foram uma constante e prejudicaram o espectáculo, retirando-lhe a fluidez característica das duas selecções.

Entrou melhor a Espanha, determinada, sem deixar “respirar” o adversário. Sérgio Ramos poderia ter feito funcionar o marcador logo aos cinco minutos, com um cabeceamento que não resultou em golo por culpa de uma grande intervenção de Stekelenburg.

O sinal mais da “Roja” voltou a sobressair à passagem do minuto 13, quando David Villa, livre de marcação na área laranja, atirou às malhas laterais.

A Holanda demorou a libertar-se da pressão espanhola e foram sempre tímidas as iniciativas no ataque. Basta dizer que o único remate digno de registo surgiu apenas no período de descontos, com Robben a obrigar Casillas a aplicar-se.

Na etapa complementar a disponibilidade física dos jogadores não foi a mesma, a pressão sobre o portador da bola perdeu intensidade e houve mais espaço para jogar.

Robben (62) e David Villa (70) foram protagonistas de situações de golo flagrantes, mas não tiveram a arte e o engenho necessários para contrariar os guarda-redes. Cabeceamento de Sérgio Ramos (77), na sequência de um pontapé de canto, poderia ter desfeito o “nulo”, assim como Robben – outra vez ele – poderia também ter feito funcionar o marcador, caso tivesse ludibriado Casillas num lance em que ficava com a baliza à sua mercê.

O prolongamento foi o espelho fiel da etapa complementar. Fabregas foi o primeiro a desperdiçar uma soberana ocasião de golo – surgiu isolado frente a Stekelenburg mas rematou contra as pernas do guardião –, seguindo-se-lhe o central holandês Mathijsen, com um cabeceamento que falhou o alvo por pouco.

Antes do apito para o terceiro intervalo, foi Jesús Navas a ficar perto do golo. O remate desviou em Van Bronckhorst e saiu às malhas laterais.

Os 15 minutos finais do prolongamento ficaram marcados pela expulsão de Heitinga, por acumulação de cartões amarelos e, claro, pelo golo de Iniesta. O golo que valeu a vitória e o título à “Roja” na sua primeira final em Campeonatos do Mundo.

A selecção espanhola – responsável pela eliminação de Portugal nos oitavos-de-final do certame africano – juntou o título mundial ao europeu conquistado em 2008. A Holanda consentiu a primeira derrota desde Junho de 2006.

Sob arbitragem de Howard Webb (Inglaterra), as equipas alinharam:

HOLANDA: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid, 105); Van Bommel e De Jong (Van der Vaart, 99); Sneijder; Robben, Van Persie e Kuyt (Elia, 71).

ESPANHA: Casillas; Sérgio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevila; Xabi Alonso (Fabregas, 87) e Sergio Busquets; Pedro (Jesus Navas, 60), Xavi e Iniesta; David Villa (Torres, 106).

Disciplina: Cartão amarelo para Van Persie (15), Puyol (16), Van Bommel (22), Sérgio Ramos (23), De Jong (28), Van Bronckhorst (54), Heitinga (57 e 109), Capdevila (67), Van der Wiel (111), Mathijsen (117), Iniesta (118) e Xavi (120+1). Cartão vermelho para Heitinga (109)

Marcadores: 0-1, Iniesta (116)

r às 10:40

comentário:


Agora que o Mundial de futebol terminou, importa reflectir sobre o significado que este acontecimento trouxe para o marginalizado continente africano que, apesar de um certo amadorismo, abriu definitivamente as portas para a organização de eventos de grande dimensão. Venceu a melhor equipa, aquela que desenha cada jogada como de uma obra de Gaudí se tratasse. Não deixa de ser irónico que, quando se fala da emancipação independentista da Catalunha, sejam os jogadores naturais desta província espanhola a fazerem a diferença, numa comunhão com bascos, andaluzes e madrilenos. Transpondo isto para a nossa realidade social, deveríamos deixar de lado as quezílias politico-partidárias e desportivas, e por uma única vez, trabalharmos em união pelo objectivo de tirarmos o país do estado deplorável em que se encontra.



Dylan a 15 de Julho de 2010 às 12:55

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