03
Nov 11

 

imageRecebido por e-mail, fico pelo menos satisfeito por saber que os meus sacrifícios servem para alimentar este sorriso! 

Assunção Esteves, actual Presidente da Assembleia da República reformou-se ao 42 anos, com a pensão mensal (14 vezes/ano) de € 2.315,51.  Para que saibam ainda, a Presidente da Assembleia da República e 2.ª figura do Estado, Assunção Esteves recebe ainda de vencimento mensal (14 vezes/ano) € 5.799,05 e de ajudas de custas mensal (14 vezes/ano) € 2.370,07.

 

Aufere, portanto, a quantia anual de € 146.784,82. Ou seja, recebe do erário público, a remuneração média mensal de € 12.232,07 (Doze mil, duzentos e trinta e dois euros, sete cêntimos). Relembramos que também tem direito a uma viatura oficial de BMW a tempo inteiro!"

 

Perante esta situação coloca-se a questão se Assunção Esteves acumula a referida pensão de reforma com as suas remunerações oficiais, facto até hoje nunca esclarecido pela própria.

 

Segundo o Estatuto da Aposentação, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 498/72, de 9 de Dezembro, alterado pelo Decreto -Lei n.º 179/2005, de 2 de Novembro e depois pelo Decreto-Lei n.º 137/2010, de 28 de Dezembro, este último que veio criar a proibição de acumulação de pensões com vencimentos, a proibição de acumulação de vencimentos com as pensões não é aplicável aos titulares de Órgãos de Soberania, como é o caso da Presidente da Assembleia da República.

 

Portanto fica a questão: Assunção Esteves acumula ou não, neste momento, a referida pensão de reforma com as remunerações de Presidente da Assembleia da República?

 

 

r às 10:01

 

Os portugueses vivem hoje num país nórdico: pagam impostos como no Norte da Europa; têm um nível de vida como no Norte de África. Como são um povo ao qual é difícil agradar, ainda se queixam. Sem razão, evidentemente.  


A campanha eleitoral foi dominada por uma metáfora, digamos, dietética: o Estado era obeso e precisava de emagrecer. Chegava a ser difícil distinguir o tempo de antena do PSD de um anúncio da Herbalife. "Perca peso orçamental agora! Pergunte-me como!" O problema é que, ao que parece, um Estado gordo é caro, mas um Estado magro é caríssimo. Aqueles que acusavam o PSD de querer matar o Estado à fome enganaram-se. O PSD quer engordá-lo antes de o matar, como se faz com o porco. Ninguém compra um bácoro escanzelado, e quem se prepara para comprar o Estado também gosta mais de febra do que de osso.

 


Embora o nutricionismo financeiro seja difícil de compreender, parece-me que deixámos de ter um Estado obeso e passámos a ter um Estado bulímico. Pessoalmente, preferia o gordo. Comia bastante mas era bonacheirão e deixava-me o décimo terceiro mês (o atual décimo segundo mês e meio, ou os décimos terceiros quinze dias) em paz.  


Enfim, será o preço a pagar por viver num país com 10 milhões de milionários. Talvez o leitor ainda não tenha reparado, mas este é um país de gente rica: cada português tem um banco e uma ilha. É certo que é o mesmo banco e a mesma ilha, mas são nossos. Todos os contribuintes são proprietários do BPN e da Madeira. Tal como sucede com todos os banqueiros proprietários de ilhas, fizemos uma escolha: estes são luxos caros e difíceis de sustentar. Todos os meses, trabalhamos para sustentar o banco e a ilha, e depois gastamos o dinheiro que sobra em coisas supérfluas, como a comida, a renda e a eletricidade.


Felizmente, o governo ajuda-nos a gerir o salário com inteligência. Pedro Passos Coelho bem avisou que iria fazer cortes na despesa. Só não disse que era na nossa, mas era previsível. A nossa despesa com alimentação, habitação e transportes está cada vez menor. Afinal, o orçamento gordo era o nosso. Agora está muito mais magro, elegante e saudável. Mais sobra para o banco e para a ilha. (recebido por email)

r às 10:00

Novembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
15
18
19

20
21
22
23
24
26

27
28


ARQUIVO
pesquisar
 
subscrever feeds