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Jul 10

 

Campeã europeia em título, a selecção espanhola é, a partir deste domingo, também a nova campeã do Mundo. Golo solitário de Iniesta, na segunda parte do prolongamento, valeu vitória suada na final disputada com a Holanda.

 

Holanda e Espanha chegaram à final como os expoentes máximos do bom futebol praticado na África do Sul, mas, sobretudo na primeira parte da final, não fizeram por merecer os pergaminhos. A garra esteve sempre presente, é certo, mas não raras vezes em excesso. As faltas foram uma constante e prejudicaram o espectáculo, retirando-lhe a fluidez característica das duas selecções.

Entrou melhor a Espanha, determinada, sem deixar “respirar” o adversário. Sérgio Ramos poderia ter feito funcionar o marcador logo aos cinco minutos, com um cabeceamento que não resultou em golo por culpa de uma grande intervenção de Stekelenburg.

O sinal mais da “Roja” voltou a sobressair à passagem do minuto 13, quando David Villa, livre de marcação na área laranja, atirou às malhas laterais.

A Holanda demorou a libertar-se da pressão espanhola e foram sempre tímidas as iniciativas no ataque. Basta dizer que o único remate digno de registo surgiu apenas no período de descontos, com Robben a obrigar Casillas a aplicar-se.

Na etapa complementar a disponibilidade física dos jogadores não foi a mesma, a pressão sobre o portador da bola perdeu intensidade e houve mais espaço para jogar.

Robben (62) e David Villa (70) foram protagonistas de situações de golo flagrantes, mas não tiveram a arte e o engenho necessários para contrariar os guarda-redes. Cabeceamento de Sérgio Ramos (77), na sequência de um pontapé de canto, poderia ter desfeito o “nulo”, assim como Robben – outra vez ele – poderia também ter feito funcionar o marcador, caso tivesse ludibriado Casillas num lance em que ficava com a baliza à sua mercê.

O prolongamento foi o espelho fiel da etapa complementar. Fabregas foi o primeiro a desperdiçar uma soberana ocasião de golo – surgiu isolado frente a Stekelenburg mas rematou contra as pernas do guardião –, seguindo-se-lhe o central holandês Mathijsen, com um cabeceamento que falhou o alvo por pouco.

Antes do apito para o terceiro intervalo, foi Jesús Navas a ficar perto do golo. O remate desviou em Van Bronckhorst e saiu às malhas laterais.

Os 15 minutos finais do prolongamento ficaram marcados pela expulsão de Heitinga, por acumulação de cartões amarelos e, claro, pelo golo de Iniesta. O golo que valeu a vitória e o título à “Roja” na sua primeira final em Campeonatos do Mundo.

A selecção espanhola – responsável pela eliminação de Portugal nos oitavos-de-final do certame africano – juntou o título mundial ao europeu conquistado em 2008. A Holanda consentiu a primeira derrota desde Junho de 2006.

Sob arbitragem de Howard Webb (Inglaterra), as equipas alinharam:

HOLANDA: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid, 105); Van Bommel e De Jong (Van der Vaart, 99); Sneijder; Robben, Van Persie e Kuyt (Elia, 71).

ESPANHA: Casillas; Sérgio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevila; Xabi Alonso (Fabregas, 87) e Sergio Busquets; Pedro (Jesus Navas, 60), Xavi e Iniesta; David Villa (Torres, 106).

Disciplina: Cartão amarelo para Van Persie (15), Puyol (16), Van Bommel (22), Sérgio Ramos (23), De Jong (28), Van Bronckhorst (54), Heitinga (57 e 109), Capdevila (67), Van der Wiel (111), Mathijsen (117), Iniesta (118) e Xavi (120+1). Cartão vermelho para Heitinga (109)

Marcadores: 0-1, Iniesta (116)

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