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Nov 09

 

Catedral de Colónia, Alemanha

r às 19:10

 

Há já algum tempo a esta parte que o País anda a discutir, nos mais variados fóruns – parlamento, programas televisivos, imprensa escrita, blogues e afins – a questão do divórcio e, mais recentemente, a questão de permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, isto é, proceder a alteração na lei civil Portuguesa que permita tal efeito.
 
Se, no que respeita ao divórcio, a respectiva alteração legislativa já percorreu o seu caminho, ainda que com criticas à direita e à esquerda, no caso do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a discussão promete ser grande e para já. Aliás, a igreja já se pronunciou, alguns partidos também o fizerem, mas a grande discussão ainda está para vir, penso eu.
 
No meio desta discussão ou destas discussões surgem factos muito curiosos, a saber:
 
Por coincidência ou talvez não, são os mesmos partidos que por um lado defendem uma grande facilitação no processo de divórcio e a equiparação total e legal entre casados e unidos de facto, e por outro lado, mobilizam-se fortemente e favoravelmente à possibilidade de celebração do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Parece incoerente, não será???
 
Por certo estes partidos ou certas pessoas dirão que não existe nenhuma incoerência, que estamos na esfera privada de cada um e que estes são livres de fazerem o que lhes aprouver. Pois é, também concordo.
 
Mas ainda assim convínhamos, não é incoerente facilitar o divórcio, guerrear pela equiparação legal de casados e unidos de facto e agora defender tão afincadamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo???????
 
 
Para ajudar na discussão que se avizinha deixo aqui relatório do INE a respeito das estatísticas demográficas de 2008 e artigo do público sobre a matéria.
 
Aqui fica também o resumo da estatística do INE:
De acordo com os indicadores demográficos disponíveis, a população residente em Portugal em 31 de Dezembro de 2008 foi estimada em 10 627 250 indivíduos, traduzindo um novo abrandamento da taxa de crescimento efectivo que se situou em 0,09%. No decorrer deste ano registaram-se 104 594 nados vivos de mães residentes em Portugal, 104 280 óbitos de indivíduos residentes em Portugal, 43 228 casamentos e 26 572 divórcios  de casais residentes em território nacional. O número de estrangeiros a residir ou/a permanecer de forma legal em Portugal estimou-se em 443 1021 indivíduos.
r às 18:13

 

ÓSCAR CARDOZO DO BENFICA E ANDRÉ LEONE DO BRAGA FORAM CASTIGADOS POR 2 JOGOS. AS IMAGENS NÃO DEIXAM DÚVIDAS, EXISTEM MOTIVOS CLAROS E OBJECTIVOS PARA MUITOS MAIS CASTIGOS, A DECISÃO TARDA MAS AQUI FICA A NOTA DE QUE NÃO DEVE SER ESQUECIDA.

 

AGUARDEMOS ENTÃO PELA DECISÃO, ESPERANDO QUE A MESMA NÃO ESTEJA A SER PREPARADA PARA MOMENTO MAIS OPORTUNO.

 

 

r às 14:47

 

Morreu Robert Enke, Morreu o sucessor de Michel Preud’Homme.
 
Aqui fica a minha homenagem ao Homem que defendeu a baliza do Benfica durante 3 épocas.
 
“Se no futebol lhe faltou a estrelinha, na vida sobrou-lhe mágoa e sofrimento. Em 2006 viveu a experiência aterradora de perder um filho ( Lara, com 2 anos), fruto de um problema de saúde trágico. Dois anos mais tarde, adoptava uma criança de apenas 2 meses. Nos últimos anos passou igualmente por uma doença que os médicos não conseguiram diagnosticar e que o afastou dos relvados durante alguns meses. Voltou a lutar para superar o mau momento e voltou a jogar quando poucos acreditavam que o fizesse.
 
Quem luta assim durante a vida, face a tantas adversidades, merecia outro final. Um final com as palmas que tantas e tantas vezes ouviu no Estádio da Luz. Com a morte de Enke perdeu-se mais do que um jogador. Perdeu-se um homem com um coração enorme.”

 

 

 

r às 14:21

 

 

Os Santos populares no nosso país são festejados no tempo quente de Verão: Santo António, São João e São Pedro. No Inverno há apenas um, que chega com o frio: São Martinho, que associamos à prova do vinho novo e às castanhas. Martinho nasceu no séc. IV em 316 ou 317 D.C. Terá sido baptizado, por volta do ano 339. São mais de 1600 anos de popularidade. Mas saberemos mesmo quem foi São Martinho?

 

DE CAVALEIRO ROMANO A APÓSTOLO DA GÁLIA

 

Não podemos dizer que a vida de São Martinho «se perde na noite dos tempos», porque este santo, nascido em território do império romano - Sabaria na antiga Panónia, hoje Hungria, entre 315 e 317, foi o primeiro santo do Ocidente a ter a sua biografia escrita por um contemporâneo seu - o escritor Sulpício Severo.
Martinho era filho de um soldado do exército romano e, como mandava a tradição, filho de militar segue a vida militar, como filho de mercador é mercador e filho de pescador devia ser pescador.St. Martin and the Beggar - National Gallery of Art, Washington Martinho estudou em Pavia, para onde a família foi viver, e entrou para o exército com 15 anos, tendo chegado a cavaleiro da guarda imperial. Tinha a religião dos seus antepassados, deuses que faziam parte da mitologia dos romanos, deuses venerados no Império Romano, que, como é óbvio, variavam um pouco de região para região, dada a imensidão do Império. As Gálias teriam os seus deuses próprios, como os tinham a Germânia ou a Hispânia.
             O jovem Martinho não estava insensível á religião pregada, três séculos antes, por um homem bom de Nazaré. Um dia aconteceu um facto que o marcou para toda a vida. Numa noite fria e chuvosa de Inverno, às portas de Amiens (França), Martinho, ia a cavalo, provavelmente, no ano de 338, quando viu um pobre com ar miserável e quase nu, que lhe pediu esmola e Martinho, que não levava consigo qualquer moeda, num gesto de solidariedade, cortou ao meio a sua capa (clâmide) que entregou ao mendigo para se agasalhar. Os seus companheiros de armas riram-se dele, porque ficara com a capa rasgada. Segundo a lenda, de imediato, a chuva parou e os raios de sol irromperam por entre as nuvens. Sinal do céu. Seria milagre?
    

Conta a lenda, que no dia seguinte Martinho teve uma visão e ouviu uma voz que lhe disse: «Cada vez que fizeres o bem ao mais pequeno (no sentido social de mais desprotegido) dos teus irmãos é a mim que o fazes». A partir desse dia Martinho passa a olhar para os cristãos de outro modo. Recordamos que o Cristianismo teve dificuldade em se impor como religião, e que um passo importante dado, nesse sentido, foi por Constantino I, que, em 313, permite que o Catolicismo seja livremente praticado no Império. Com o tempo foi aceite como religião do Estado. 
 

Constantino - o Grande - acreditou que o deus dos cristãos, que ele, de início associava ao Sol, o protegia e que lhe proporcionara a grande vitória contra Maxêncio, em 312. Acabará senhor absoluto do Império, tanto a Oriente, como a Ocidente, depois da vitória sobre Licínio, em 324. Consta que Constantino I terá visto no céu, antes da batalha com Maxêncio, a frase: «In Hoc Signo Vinces (Por este símbolo(cruz de Cristo) vencerás)» e daí o início da sua conversão. A testemunhar essa conversão existe o Arco de Constantino, em Roma, erigido para celebrar a vitória, onde consta a frase «por inspiração da Divindade e pela sua (de Constantino) grandeza de espírito». A testemunhar a sua conversão há o facto de o prefeiro pretoriano da Hispânia, Acílio Severo, conhecido por Lactâncio ter sido o primeiro prefeito cristão de Roma, em 326. 
            

Constantino I fundou a cidade de Constantinopla, onde fez a nova capital do Império, na antiga Bizâncio, e mandou edificar inúmeras igrejas, para o culto cristão, por todo o Império. A cidade foi sagrada no ano 330. As mais importantes igrejas foram a basílica de Latrão, a igreja de São Pedro, em Roma, a igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, bem como basílicas em Numídia e em Trèves. Deu-se origem às fundações da Igreja da Santa Sabedoria (Hagia Sophia), em Constantinopla, que, viria, em 1453 a ser tomada pelos árabes e Constantinopla passou a chamar-se Istambul. Constantino I é baptizado no leito de morte, no ano de 337 e sepultado na basílica dos Apóstolos naquela cidade. Deixa o império dividido pelos seus três filhos Constantino II, Constâncio e Constante, que vão lutar entre si ficando senhor do Império Constâncio II.
 

A LENDA DE MARTINHO 

Depois do encontro de Martinho com o pobre que seria o próprio Jesus, sente-se um homem novo e é baptizado, na Páscoa de 337 ou 339. São Martinho renunciando a espada. Pintura mural na Igreja de São Francisco de Assis (1317)Martinho entende que não pode perseguir os seus irmãos na fé. Percebe, que os outros são, na realidade, mais seus irmãos que inimigos. Só tem uma solução - o exílio, porque, oficialmente, só podia sair do exército com 40 anos. Hoje o sentido de irmão está, no Ocidente, perfeitamente interiorizado, mas, na época era algo de totalmente revolucionário. Era uma sociedade estratificada, e os grandes senhores, onde se incluía a classe militar, não se misturavam com a plebe, e muito menos um escravo era considerada pessoa humana. Daí Cristo ter sido crucificado. O amor entre todos, como irmãos que pregava era verdadeiramente contra os usos do tempo. Todos o que o seguiram e praticaram a solidariedade eram vistos como marginais e mais ou menos perseguidos.
             Martinho, ainda militar, mas com uma dispensa vai ter com Hilário (mais tarde Santo Hilário) a Poitiers. Funda primeiro o mosteiro de Ligugé e depois o mosteiro de Marmoutier, perto de Tour, com um seminário. Entretanto a sua fama espalha-se. Muitos homens vão seguir Martinho e optar pela a vida monástica. Com o tempo, as suas pregações, o seu exemplo de despojamento e simplicidade, fazem dele um homem considerado santo. É aclamado bispo de Tours, provavelmente em Julho de 371. Preocupado com a família, lá longe, e com todo o entusiasmo de um convertido vai à Hungria visitar a família e converte a mãe.
             A vida de São Martinho foi dedicada à pregação. Como era prática no tempo, mandou destruir templos de deuses considerados pagãos, introduziu festas religiosas cristãs e defende a independência da Igreja do poder político, o que era muito avançado para a época. Nem sempre a sua acção foi bem aceite, daí ter sido repudiado, e, por vezes, maltratado.

r às 10:52
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