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Jun 09

r às 12:46

Texto de opinião de Mário Soares, publicado hoje, 2 de Junho, no diário de notícias.

Falta-nos um debate político e institucional europeu e quanto ao futuro que iremos jogar no mundo
1. No próximo dia 7, a Europa dos 27 vai votar os seus deputados para o Parlamento Europeu. Isso acontece num momento de gravíssima crise global, que está longe de ter "batido no fundo", quando a União está há quase dez anos paralisada, no plano institucional, sem que o Tratado de Lisboa, subscrito por todos os dirigentes dos Estados membros, ainda não esteja em vigor por causa da não ratificação da Irlanda e outros entraves.
 
Apesar disso, as eleições europeias são de grande importância para o nosso futuro colectivo. Porque o Parlamento Europeu tem hoje poderes muito alargados, em relação a um passado que começou em 1979. Com efeito, hoje tem competência para aprovar ou destituir a Comissão, vota o Orçamento e a grande maioria das nossas leis e tem uma palavra a dizer quanto às directivas comunitárias. Está, por isso, na origem de mais de 60% dos textos legais adoptados em cada um dos países membros.
 
Ora, não obstante todas as suas competências, os cidadãos europeus - de cada um dos Estados membros, sem excepção - estão a distanciar-se e a desinteressar-se, cada vez mais, da União, talvez excepto os mais jovens, prevendo-se, assim, uma preocupante abstenção nas próximas eleições para o Parlamento Europeu. Porquê? Talvez porque os cidadãos têm a impressão - que tem bastante razão de ser, quanto a mim - de que são os dirigentes do Conselho Europeu quem tudo decide, sem consultar e ouvir as populações. Além disso, os dirigentes dos partidos europeus, com assento no Parlamento, estão bastante isolados dos seus eleitores, não os ouvindo suficientemente.
 
O que significa que, num período de crise global grave e de paralisia institucional europeia, a abstenção dos eleitores do Parlamento só irá complicar os problemas a resolver. Entre outras razões, porque retira legitimidade às instituições quando mais precisavam dela. Por isso, como europeísta, federalista europeu e socialista, tenho feito o que está ao meu alcance para apelar ao voto em consciência dos eleitores nas próximas eleições, por se tratar de um voto de extrema importância para o nosso futuro colectivo. Sem mais Europa, dificilmente sairemos da crise global que nos afecta.
 
Para ler o texto completo clique aqui
r às 12:26

 

 
Questão: Interpretar o seguinte trecho de poema de Camões:
 
"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
 
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer".
 
Uma aluna deu a sua interpretação:
 
"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia,
tomarias uns antipiréticos,
 
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
 
Comprarias um computador,
consultarias a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
 
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!"
 
 
Foi a primeira vez, depois de mais de 500 anos, que
alguém entendeu qual era a ideia do Camões...
r às 11:28
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