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Abr 09

 

A vinte e quatro de Abril de 1974, nas vésperas do 25 de Abril, Portugal era um país profundamente antiquado e retrógrado. Era considerado, pela Comunidade Internacional, como o último império colonial do mundo ocidental, travava uma guerra em três frentes africanas, solidamente apoiadas pelo Terceiro Mundo e fazia face a sucessivas condenações nas Nações Unidas.
 
Para os mais jovens deverá ser difícil imaginar o que era viver em Portugal há trinta e cinco anos.
 
Era rara a família que não tinha alguém a combater em África, a duração do serviço militar era de três anos, a expressão e manifestação pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos policiais, os partidos e movimentos políticos encontravam-se proibidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento dos trabalhadores era facilitado, a vida cultural apertadamente fiscalizada, as injustiças sociais eram muito grandes e persistia o atraso económico e cultural.
 
Hoje, Portugal está diferente e está melhor, os Direitos, Liberdades e Garantias estão consagrados Constitucionalmente, a nossa Democracia está cada vez mais amadurecida e estável, respeitando os princípios que devem reger um verdadeiro Estado de Direito Democrático, e em consonância com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, sendo que a Democracia Participativa é uma realidade cada vez mais clara e cimentada.
 
Foi este o espírito que conduziu ao 25 de Abril e é este o património que cada um de nós deve defender no presente, para que seja perpetuado no futuro.

 

Viva a Liberdade, Viva o 25 de Abril de 1974!!!

r às 18:09

O comentador político Marcelo Rebelo de Sousa deu, quarta-feira à noite, razão ao vice-presidente do PSD, Rui Rio, quando diz que os partidos, incluindo o seu, estão a «utilizar a luta contra a corrupção como arma de arremesso político». O analista político e Professor universitário falava na Escola Gomes Teixeira, no Porto, onde proferiu uma conferência sobre «Cidadania e Educação».

 

«Já tinha tido uma presciência disso quando no domingo passado tinha dito que respeitava posições diferentes e dei o exemplo do dr. Rui Rio, que me parecia que de facto tinha uma posição diferente da oficial do partido», frisou Marcelo.

 

Em declarações à Rádio Renascença, esta quarta-feira, Rio demarcou-se do projecto de lei do grupo parlamentar social-democrata que criminaliza o enriquecimento ilícito, que vai ser discutido quinta-feira no Parlamento. «Aquilo a que nós temos assistido nas últimas semanas é que andam a atirar projectos de lei à cara uns dos outros, em que cada um procura mostrar que sabe combater melhor a corrupção que o outro e está a fazê-lo da forma que pior pode ser feita», criticou o vice-presidente do PSD.

 

Marcelo qualifica a posição de Rio como sendo «legítima e respeitável», tendo como pressuposto que «esses temas são muito melindrosos e têm que ser bem pensados». Contudo, ressalva, «o facto de ser ano eleitoral não é necessariamente obstáculo a que se tomem algumas medidas impostas pela crise, impostas pela experiência de controlar durante a crise certo tipo do estatuto dos gestores quando há dinheiro público envolvido».

 

O Professor acrescenta que «vários outros países estão a fazer isso», como Alemanha, também num ano de eleições. «Acho que o dr. Rui Rio tem razão quanto a dizer que isso tem de ser feito sem demagogia, pensadamente, não atabalhoadamente, e, como eu também disse no domingo passado, o pacote do PS é muito atabalhoado, é feito a correr em cima das propostas do Bloco de Esquerda», especifica Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Para o comentador político, Rio, «no fundo, não conhece a proposta do partido», mas a sua posição traduz «uma demarcação em relação à orientação oficial do partido».

 

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r às 10:48

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