Os Amantes do Chiado/Brasileira I
De 15 de Novembro a 9 de Dezembro, a Galeria Municipal Artur Bual - Edificio da Câmara Municipal da Amadora, apresenta a exposição colectiva de pintura, escultura, tapeçaria e desenho Os Amantes do Chiado/Brasileira I, onde poderão ser admiradas obras de artistas como Artur Bual, Cargaleiro, Almada Negreiros, entre outros.
Esta é uma exposição que pretende, por um lado, homenagear aquele que é um local de referência da cultura portuguesa e, por outro, recrear o espaço de tertúlia, conceito algo perdido nos tempos actuais, mas que ainda conserva alguma expressão n’ A Brasileira, além de que muitos dos artistas que se confundem com a própria história daquele ponto de paragem têm uma ligação à cidade da Amadora.
Propositadamente para o efeito, serão cedidas temporariamente mesas e cadeiras da própria Brasileira.
Artistas com obras presentes na exposiçãoAlbertina Mântua, Almada Negreiros, António Carmo, Artur Bual, Boavida Amaro, Carlos Soares, Cargaleiro, Clara de Ovar, Costa Camelo, Cristina Maldonado, Cruzeiro Seixas, Dourdil, Francisco Relógio, Gordillo, Guilherme Parente, João Hogan, Lagoa Henriques, Júlio Pereira, Luis Lobato, Luis Ralha, Lurdes Robalo, Nuno Siqueira, Sá Nogueira, Sérgio Pombo, Teresa Magalhães, Vespeira e Virgílio Domingues.
A Brasileira
Fundada em 1905 por Adriano Telles, começou por oferecer ao balcão uma chávena de café a todos os clientes, com uma pequena brochura que ensinava a preparar a bebida. O sucesso foi tal que, em 1908, o proprietário inaugurou uma Sala de Café, que em breve se tornou ponto de paragem obrigatório para a elite da cidade de Lisboa.
Os seus clientes provinham maioritariamente da Biblioteca Nacional, da Faculdade de Letras, da Escola de Belas-Artes, do Teatro de São Carlos, mas também advogados, médicos, jornalistas, revolucionários, escritores, poetas e pintores, que ali se encontravam para beber café e conversar.
A partir de 1920, A Brasileira tornou-se o maior local de tertúlia do país. Fernando Pessoa, Almada Negreiros, José Pacheco e Santa Rita Pintor são nomes que ficarão para sempre associados a este espaço de referência.
