20
Nov 09

Felizmente existem bons exemplos e boas práticas no que respeita ao cumprimento dos direitos das crianças, mas como hoje é dia Internacional dos direitos das crianças, ao invés de deixar um bom exemplo, deixo um exemplo trágico e que merece muita e cuidada reflexão.

 

 

«Em pleno século XXI assistimos a uma das situações mais vergonhosas de nosso tempo: a escravidão infantil. Guerras, prostituição, exploração trabalhista, fome, maus-tratos: este é o panorama quotidiano de mais de 400 milhões de crianças no mundo», diz um comunicado do Movimento Cultural Cristão (MCC), junto de outras duas organizações espanholas de inspiração cristã, que pedem que se declare o 16 de Abril como «Dia Mundial contra a Escravidão Infantil».
 
Segundo a nota, «as crianças representam mais de 10 por cento do potencial da mão-de-obra mundial, estimada em cerca de três mil milhões de pessoas». «A escravidão infantil é o maior problema trabalhista e, portanto, sindical no mundo», afirmam.
 
De acordo com estas organizações, a escravidão infantil «converteu-se em um instrumento da guerra comercial internacional». «As crianças e adolescentes formam o grupo trabalhista mais vulnerável e desprotegido.
 
Poderosas empresas multinacionais conhecidas em todo o mundo, com produções que vão desde os automóveis e roupa de grande consumo até refrigerantes e ténis desportivos, utilizam as crianças, mediante subcontratações nos países empobrecidos, para diminuir os custos de uma mercadoria que será comercializada em outras localidades e que esses menores nunca poderão usufruir», referem.
 
A data escolhida está relacionada a morte do menino paquistanês Iqbal Masih. O rapaz, de apenas 12 anos, havia denunciado as máfias têxteis do Paquistão e por isso foi assassinado a 16 de Abril de 1995. Iqbal era cristão e trabalhou como escravo desde os quatro anos para as máfias têxteis de seu país. Junto com outros meninos, conseguiu a liberdade, e começou uma luta associada para a libertação de milhões de crianças escravas que existem no mundo.
O feito levou-o ao reconhecimento internacional, quando discursou diante de parlamentos e universidades da América do Norte e da Europa, sempre a denunciar a responsabilidade que os habitantes do Norte do planeta têm na miséria infantil do Sul.
 
O Movimento Cultural Cristão recorda que a morte de Iqbal Masih manifestou diante do mundo a realidade dramática de cerca de 400 milhões de crianças que vivem sob as mais diversas formas de escravidão.
r às 12:06

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