12
Ago 09

 

Artigo de Mário Soares no DN de ontem – 11 agosto2009
 
1. Julgo que Manuela Ferreira Leite, com a escolha autoritária que fez relativamente aos candidatos a deputados do seu partido, cometeu um erro irreparável e inesperado. Erro que pode ter mudado, pelas reacções que provocou e provocará, tanto no partido como no eleitorado, tendo em conta as próximas eleições legislativas. Criou um indisfarçável mal-estar no partido, com repercussões muito sérias, que contribuirão, necessariamente, para a perda do entusiasmo ganho (e um tanto exagerado) com os resultados das eleições europeias. Por outro lado, demonstrou, a grande parte do eleitorado, que a actual líder laranja não tem senso político, flexibilidade, nem um rumo seguro para Portugal, como se julgava, principalmente tendo em conta as suas pretensões de vir a governar o País, em tempo de crise aguda e quando existe, comprovadamente, uma maioria sociológica de esquerda, embora, de momento, dividida.
 
Dirigentes reconhecidos do partido laranja - e com experiência política -, como Marques Mendes, Marcelo Rebelo de Sousa, Ângelo Correia, Azevedo Soares, Ribau Esteves e, mais moderado, Luís Filipe Menezes, para não falar dos excluídos, como Passos Coelho, Miguel Relvas, Barreiras Duarte, Pedro Pinto e Virgílio Costa, não pouparam críticas à líder, a quem acusaram de sectarismo, de se julgar "dona" do partido e de proteger amigos pouco recomendáveis, como sugere a comunicação social, a respeito de António Preto, "o homem da mala" ou, noutro patamar, menos grave, Helena Lopes da Costa. Santana Lopes também não deve ter gostado nada das escolhas da sua ex-rival Ferreira Leite, apesar de ter tido a prudência de não o dizer claramente. Sobretudo ao meter na lista do PSD por Lisboa Maria José Nogueira Pinto (ex-CDS/PP), apoiante declarada de António Costa, candidato do PS à Câmara de Lisboa, um exemplo raríssimo de tripartidarismo que vai seguramente ficar nos anais das relações interpartidárias, pela sua extraordinária versatilidade...
 
Artigo de João Miguel Tavares no DN de ontem – 11 agosto2009
 
Até há coisa de dois anos eu estava convencido de que iria votar em José Sócrates nas eleições legislativas. Não o achava brilhante, mas parecia-me esforçado e com um desejo genuíno de reformar o País em áreas fundamentais. Mas com a acumulação dos vários "casos" tornou-se demasiado evidente que o escrutínio do poder e o exercício da liberdade de imprensa lhe causavam alergia. Sócrates - como ainda há pouco explicou num encontro com bloggers - é um adepto da "liberdade respeitosa", e eu não posso votar em quem cola adjectivos duvidosos à palavra liberdade ou que necessita de um dermatologista sempre que contacta com certos pilares fundamentais da democracia.
Depois, Manuela Ferreira Leite foi eleita. Era uma senhora de quem eu guardava boa impressão, e pensei: "OK, vou votar nela." Mas os primeiros meses à frente do PSD foram um filme de terror capaz de fazer empalidecer as melhores fitas de John Carpenter: primeiro, um silêncio interminável; depois, um conjunto de ideias banalíssimas saídas da Universidade de Verão; finalmente, uma colecção de gaffes que pareciam retiradas de um sketch dos Gato Fedorento. E eu pensei para com os meus botões: "Votar nesta Manuela? É que nem pensar."
 
Apetece gritar " Cala-te Manuela!!!"

 

r às 11:02

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.


Agosto 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
13
14
15

16
19
22

23
27
29

30
31


ARQUIVO
pesquisar
 
subscrever feeds